terça-feira, 6 de março de 2012

Terra Livre Ocupa a Fazenda Santa Maria




Nota á imprensa

Assunto: Ocupação da Fazenda Santa Maria-GO.                                 04/03/2012

   
                   Terra Livre Ocupa a Fazenda Santa Maria- Localizada a 460 km de Goiânia. Cerca de 100 famílias ocupara a fazenda na madrugada Sábado 03/03, a mesma fica na região Sudoeste de do Estado.
   A fazenda Santa Maria se encontra executada pela Justiça em favor da Fazenda Publica Nacional. Á área estar abandonada há muito tempo. Solicitamos a intervenção do INCRA, junto à justiça com objetivo de arrecadar para reforma agrária.
   O Terra Livre vai continuar intensificando as ocupações para cobra do Governo a Retomada da Reforma Agrária, que se encontra paralisada, dede o inicio do Governo da Presidenta Dilma Rulsseff. Solicitamos ao INCRA que encaminhe urgentemente a vistoria da fazenda, e solicite junto ao Juiz do Processo, que a fazenda seja destinada para o INCRA.
“Reforma Agrária para combater a miséria".

 Secretaria de Comunicação Terra Livre /GO


MOVIMENTO POPULAR TERRA LIVRE
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Camponesas ocupam Embrapa em Goiás contra privatização


Por Elizângela Araújo
Da Página do

Cerca de 500 agricultoras ligadas a movimentos de luta por justiça no campo ocupam, desde às 8 horas desta segunda (5/3), a Embrapa Arroz e Feijão, e m Goiânia, em Goiás.
As trabalhadoras exigem, entre outros pontos, a manutenção da Embrapa 100% pública e a retirada do Projeto de Lei 222/08 (Embrapa S/A), que propõe transformar a Embrapa em empresa de economia mista com ações negociadas na bolsa.

O autor da proposta é o senador Delcídio Amaral (PT-MS). Atualmente, a matéria tramita no Senado sob a relatoria de Gim Argello (PTB-DF), que apresentou parecer favorável à proposta no dia 1º de fevereiro.

Além disso, as mulheres camponesas cobram audiência com o ministro da Agricultura para discutir a proposta de modelo dos movimentos para a agricultura, participação no Conselho de Administração (Consad) da empresa e um programa de pesquisas para a agricultura familiar camponesa agroecológica, com contratação de novos pesquisadores e pessoal de apoio à pesquisa.

Rosana Fernandes, da coordenação da Via Campesina, afirmou que a intenção da ocupação não é fazer enfrentamento. “Não ocupamos prédios administrativos, permanecemos na entrada, mas só a nossa presença já é questionadora. A ideia é permanecer até que recebamos propostas concretas para nossas exigências”, explicou. CPT, PJR – Pastoral da Juventude Rural, movimento dos pequenos agricultores, MAB e Fetraf e MMC.

Ela explica que a Embrapa foi escolhida para a ocupação por ter priorizado a pesquisa para os grandes empresários e o agronegócio, incentivando o uso de agrotóxicos. “É um lugar simbólico para as questões que estamos pondo novamente para a sociedade”.

A ocupação faz parte da Jornada de Lutas das Mulheres Camponesas 2012, que reúne militantes da Via Campesina, composta pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) entre outros.

De acordo com lideranças do MST, a pauta foi entregue ao chefe-geral da unidade, que se comprometeu a entregá-la ao presidente da Embrapa, Pedro Arraes, e ao ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.
O presidente do SINPAF, Vicente Almeida, afirmou que a luta das camponesas é legítima e que os trabalhadores da Embrapa devem apoiá-la. “Elas lutam por reforma agrária, priorização da pesquisa para a agricultura agroecológica e pela manutenção e fortalecimento da Embrapa como empresa 100% estatal. Esses pontos também compõem a nossa luta”.

Assim que chegaram ao local os manifestantes organizaram uma assembleia com os trabalhadores da Embrapa para informar os motivos e objetivos da ocupação. “A manifestação é justa, embora nos tenha pego de surpresa. A Embrapa só tem trabalhado para os grandes empresários e quase não sobra recursos para a agricultura familiar. Aqui mesmo no Arroz e Feijão quase não há pesquisa para agricultura agroecológica. Por isso apoiamos o movimento e nos colocamos a disposição enquanto a ocupação durar”, afirmou o presidente da Seção Sindical SINPAF Goiânia, Waldomiro Faria. De acordo com ele, os cerca de 230 empregados da empresa demonstraram compreensão da mobilização e apoiam as reivindicações.

Jornada de lutas das Mulheres Camponesas

A Jornada Nacional de Luta das Mulheres Camponesas 2012 tem como objetivo denunciar o capital estrangeiro na agricultura e as empresas transnacionais. A intenção da jornada, que se dá nesta semana em que se comemora do Dia Internacional da Mulher, é chamar a atenção da sociedade para  destruição do meio ambiente e as ameaças à soberania alimentar do país impostas pelo agronegócio.

De acordo com o MST, as principais reivindicações da jornada são: destinação das grandes extensões de terra utilizadas por empresas do agronegócio à Reforma Agrária, para produção de alimentos saudáveis para autossustentação e geração de renda; fim do latifúndio e garantia de justiça social no campo para dar base à construção da soberania alimentar do país; garantia de recuperação e preservação da biodiversidade, matas, florestas, plantas medicinais, sementes crioulas, água, terra como patrimônio dos povos a serviço da humanidade e um projeto de agricultura baseado na agroecologia. “Nosso projeto prevê que a terra, as águas, as sementes, o ar e as diversas formas de produção da vida no campo jamais podem ser mercantilizadas”, afirma Rosana.

Prisão de Cachoeira abala governo Marconi Perillo


  No sentido horário, Carlinhos Cachoeira (no alto, à esq.), Marconi Perillo (PSDB), Jovair Arantes (PTB) e Demóstenes Torres (DEM) 
 
O bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso dia 29, nomeou dezenas de pessoas no governo goiano, também pagava políticos, empresários, policiais e jornalistas. O governador Marconi Perillo permanece calado.
O governador de Goiás, Marconi Perillo, vive dias de grande apreensão. O motivo é a prisão do bicheiro Carlos Augusto Ramos, Carlinhos Cachoeira, responsável pela máfia dos caça-níqueis, gestada a partir de Goiás e que atuava em cinco estados brasileiros. Cachoeira tinha grande influência sobre a área de segurança pública do governo goiano. O governador teria loteado a área de segurança pública a um dos maiores mafiosos do País. E, até agora, Perillo ainda não deu uma única declaração sobre a operação Monte Carlo.
Os cassinos de Carlinhos Cachoeira, em Goiânia e Valparaíso, tinham rendimento médio de R$ 3 milhões/mês, Cachoeira mandava na polícia, tinha jornalistas na sua folha de pagamento, mantinha uma rede de espionagem ilegal e nomeou dezenas de pessoas para o governo do tucano Marconi Perillo. Isso consta na decisão do juiz da 11ª Vara Criminal da Justiça Federal de Goiás: “descobriu-se a influência de CARLOS CACHOEIRA na nomeação de dezenas de pessoas para ocupar funções públicas no Estado de Goiás”.
De acordo com o documento de mais de 900 páginas, a máfia contaria com sofisticada espionagem política e empresarial, mediante supostas interceptações ilegais.Para a Justiça, o suspeito de liderar a quadrilha pode ser considerado o maior corruptor de agentes públicos encarregados da segurança pública de toda a história do estado de Goiás.
Na decisão, o juiz responsável pela décima-primeira Vara da Justiça Criminal de Goiás, escreve: “ao lado de 38 pessoas não vinculadas diretamente ao poder público, foram identificados 43 agentes públicos, distribuídos entre 6 delegados de polícia civil, 30 policiais militares, 2 delegados de polícia federal, 1 servidor administrativo de polícia federal, 1 policial rodoviário federal... envolvidos diretamente com a organização criminosa, a maior parte deles na sua ordinária folha de pagamentos”. Também foi apontada a relação da quadrilha com jornalistas.

Operação Monte Carlo
Na última quarta-feira (29), a Polícia Federal deflagrou a Operação Monte Carlo [nome do famoso cassino de Mônaco], que culminou com a prisão do Carlinhos Cachoeira e dezenas de policiais civis e militares, acusados de envolvimento na exploração ilegal de cassinos e máquinas caça-níqueis.
Em cerca de 200 horas de gravações telefônicas, captadas com ordem judicial, Cachoeira conversa com freqüência e intimidade com deputados federais de vários partidos e com o senador goiano Demóstenes Torres, líder do DEM no Senado Federal. De acordo com os investigadores, em julho do ano passado Carlinhos Cachoeira deu um generoso presente de casamento para o senador goiano: uma cozinha completa.
Entre os presos na Operação Monte Carlo, o ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Wladmir Garcez, era interlocutor freqüente do governador de Goiás. Segundo investigadores, Garcez trocou dezenas de torpedos pelo celular com o governador.
Nas escutas telefônicas, metade da bancada de Goiás na Câmara conversava habitualmente com Cachoeira. Entre eles, o deputado Jovair Arantes, líder do PTB na Câmara. Outro interlocutor habitual de Carlinhos Cachoeira é o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

Governo de Goiás
O que se comenta em Brasília é que Cachoeira ajudou a bancar a campanha de Perillo ao governo de Goiás em 2010. Na sentença, o juiz da 11ª Vara também destaca que, ao desarticular a quadrilha de Carlos Cachoeira, foi possível descobrir uma imensa rede de espionagem ilegal.
A influência de Carlinhos Cachoeira no governo de Marconi Perillo também atingiria outra área vital: a Secretaria de Indústria e Comércio, onde trabalhariam seis parentes do bicheiro e do ex-presidente da Câmara Municipal. Também flagrado, o coronel Sergio Katayama disse que há crimes mais sérios a reprimir do que a jogatina.

Cachoeira
Carlos Cachoeira é talvez o mafioso mais audacioso do Brasil. No início do governo Lula, ele teve coragem de desafiar o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Cachoeira trabalhava pela liberação dos bingos e tentava pressionar o governo petista, que se mostrava favorável à causa. Só que quando um assessor de Dirceu foi procurá-lo, Cachoeira decidiu filmá-lo pedindo propina.
Era Waldomiro Diniz, ex-subchefe da Casa Civil, que acaba de ser condenado a 12 anos de prisão. Como o caso teve destaque em todos os jornais, revistas e televisões do Brasil ainda em 2004, chega a ser piada o fato de um secretário de governo em Goiás declarar não saber o que Cachoeira fazia da sua vida.
* Do site do MCP

Poesia: A Jornada do Ser



A pessoinha se forma no ventre da história
E aparece para a vida e o mundo
Ainda não viu estrelas, não experimentou a chuva mansa na cabeça,
Ou o vento minuano soprando no horizontal,
Muito menos na pedagogia freireana
Sorriu-lhe como luz no destino.
É fruto bendito de uma rede,
Tecido no calor das noites e luar
E das reflexões coletivas, nas danças envolventes de samba, forró e vanerão
E nas práticas cotidianas e seus saberes,
Nas madrugadas mal dormidas
E nas trocas de experiência solidárias
De um Projeto de Brasil Popular.
Há um tempo para cada coisa.
Agora, e nos próximos meses,
A espera faz-se longa.
Esse é um tempo de quase silêncio,
De sonhar com os olhos,
A boca,
A pele,
O cabelo,
O nariz,
As mãozinhas e os dedinhos
Ainda estranhos e desconhecidos.
A rede se tece,
Uma ponta ligada a outra,
Teus buracos e vazios,
Seus encontros, nós e comunicação.
O amor é seu componente máximo.
O verde das árvores e plantas
Não para de brilhar.
Assim,
O sonho, mantendo-se sonho,
Cria raízes,
Nasce com pés e rosto
E torna-se-á a pessoinha mais querida do planeta terra,
Senão do universo.

Por Selvino Heck,uma homenagem a educadora Ângela (GO), que está em uma situação interessante, e aos participantes do VIII Encontro Macrorregional Centro-Oeste.

sábado, 3 de março de 2012

Memórias do caminhar II



Por Equipe de comunicação do VIII Encontro Macro Centro Oeste

Memórias do Caminhar II
Te desejo vida longa vida... te desejo a sorte de tudo que é bom de toda alegria ter a companhia, colorindo a estrada em seu mais belo...
         Te desejo vida longa vida... te desejo a sorte de tudo que é bom de toda alegria ter a companhia, colorindo a estrada em seu mais belo... Te desejo a chuva na varanda... molhando a roseira para desabrochar, e dias de sol pra fazer os teus planos, nas coisas mais simples que se imaginar... Neste embalo, de bons e profundos desejos, educadores e educadoras foram recepcionados na manhã ensolarada, é claro! Só quem conseguiu levantar na hora! E como o negócio estava complicado, e a plenária com uma pessoa ali, outra aqui... ele, que estava, segundo o acordo do 1º dia, proibido de ser usado nas manhãs para acordar as pessoas, entra em cena o atabaque!
          Assim, depois de uma tão romântica intervenção, a plenária, acordada, viaja até o rio taquari (MS), para ver o que a droga da devastação está fazendo com as margens dos rios e fica a reflexão: o que e como fazer? Voltando para terras goiânas, mais especificamente, no Instituto São Francisco, que mais tarde avaliado como um local, hum.... um pouco restrito para aquelas pessoas ‘noturnas’, sabe? Aquelas que não dormem cedo, falam e riem alto, tentam contar piadas, dançam, jogam... sabem que são né plenária? Pois é... Vamos então para o PNF... o que é isso? Ah! Segundo a Martinha deve ser um prato feito, êta muié doida!!! Então fomos devorar o prato feito, nossa! E que prato.... Levou a manhã inteira para temperar, cozinhar, adicionar outros temperos... e ainda assim, não terminamos a receita... é mas como está tudo em construção, ele ainda está na cota, seria mesmo muito estranho se tivéssemos terminado.
       12h30 agora sim o rango tá na mesa pessoa!!! Vamu lá atacá!!! Quando se imagina que haverá um momento para se pensar em outra coisa, que não seja debate/encaminhamento/debate... começa-se um outro debate: desta vez é para saber se o prato do dia era arroz com frango ou galinhada!!! Minha nossa, esse povo não dá sossego nem para o prato de galinhada, ou quer dizer, arroz com frango? Vixi.... esse debate foi prorrogado... porque outro movimento começou a se organizar.... os roncos nos quartos..... hum! Teve gente pegando cigarro já iniciado o fumo, guardado no pneu do carro, hã, adivinhem? Não vamos dedurar o companheiro, né Marcel? Ops, foi mal.
        Um silêncio de aproximadamente 15 minutos, achamos que haviam alguns grupos se encontrando nos quartos, ã? Pra que? Ah, achamos que estavam em crise de abstinência de reunião.
        Ilariê, ilariê.... vai começar! Ilariê, ilariê.... vai começar! Assim, Martinha, Paulo e Fernanda, saíram num cortejo fantástico pelos corredores dos quartos, pois já passava das 14h, e as pessoas esqueceram dos acordos... Vai daqui vai dali e o povo veio, ufa! O MS puxa uma moda... GO com uma dorzinha na curva do braço, dispara a cantar outra... assim uma roda de muita música!!!! De acordo com os bastidores, essas são as vozes que desafinam no poder popular!
       Bom, apresentação dos grupos, até aí o negócio tava rolando, de repente, uma chuva de complicações, e então, debate! Propostas de encaminhamento para continuarmos as atividades, e lá nos grupos, mais ou menos, não importa em qual grau, DEBATE! Então voltamos para plenária... e no cantinho da sala, o grupo que se arrisca com os instrumentos musicais, cantam, dançam, lindos e lindas, êta povo feliz!
      Se organizam, comunicam, tentam de uma forma fazer a gestão compartilhada, ou seria um representante dela? Bom, propostas das políticas, são mais uma vez, debatidas! Na plenária, uma duas ou seriam três propostas... quantas mesmas coordenação? Tá, vamos lá.... meio dia atrasados (as), nesse sentimento saímos para chorar, e como tentamos compartilhar sempre, decidimos chorar num coletivo muito maior... no chorinho goiano. Nossa, uma festa muita loca... deixamos de ser expectadores para co-atores, ou protagonistas do show... até grito de ordem rolou! No palco, fomos de quê? De coco, é lógico!!! Gente, a Recid arrasou... e revelou novos (as) dançarinas (os)... ainda não muito satisfeitos foram para o JAZZ, contribuir com o novo ritmo de dança... iiii aí, o povo de lá olhava meio diferente... não se sabe ao certo o que pegou, será que foi o jeito despojados (as) de ser? Abertos a contribuições. A alegria colorindo as ruas de Goiânia e os ônibus... no final pararam num tal de Kid Abelha, por que uma pessoa em situação interessante, estava com fome, e como são pessoas muito solidárias, ajudaram-a na boa alimentação de lanches e batata fritas.... e para beber? É.... é... suco...  na hora de pagar teve gente que saiu correndo, uai, mas não era tudo compartilhado? E, assim o dia e noite, com ainda outras riquezas de detalhes, aconteceu!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Vídeo produzido no Encontro Macro Centro Oeste

Mémorias do Caminhar - Carta Pedagógica dos 2 primeiros dias do Encontro Macro Centro Oeste



Tecendo o Poder Popular!
Por Equipe de comunicação do VIII Encontro Macro Centro-Oeste
        Começou o nosso VIII encontro Macro Centro Oeste meu povo, educadoras e educadores populares animados em terras goianas. Além de muita animação e vontade de tecer uma historia diferente para o nosso tão sofrido e massacrado Centro Oeste, trouxeram também na bagagem um pouco de sua cultura regional para compartilhar com todos. O Mato Grosso, por exemplo, trouxe paçoca de amendoin, infelizmente o tradicional afrodisíaco popular para levantar o animo caiu no chão. Trouxe também a resistência do acorda Várzea Grande. Já do Mato Grosso, o do Sul veio rapadura para adoçar a boca da gurizada, é doce mais não é mole não. Veio biscoito também, artesanatos e o som dos tambores, eta povo que não é mole. Do DFE veio a Martinha do coco, com a sua embolada e caxixi em punho, fazendo animação, cantando cinco vezes o refrão sem perder a respiração – Vaca preta e boi pintado. Goiás com muita alegria recebeu sem cara feia, toda a gurizada que veio fazer festa em terras alheia. Não teve arroz com pequi nem tão pouco moda de viola e nem mesmo uma pamonha para contar história. Ganhamos lindas bolsas, são mesmo muito bonitinhas, florzinhas, rosinhas, sem contar as bolinhas, parecem até do clube da Luluzinha. Um design legal, mais como fica a rapaziada? Dê de presente camaradas. Em seguida fomos convidados a tecer no tecidão, identificando as lutas da região. É só o inicio, a tecelagem vai continuar, todo dia um pouco, coletivamente, pintando, bordando o estandarte da gente. Programação, equipes de trabalho, acordos coletivos, mais alguma coisa? Tá bão né pessoá, tamo cansado, amanhã nois vorta.
       Ao som do batuque somos acordados, é hora de acordar gurizada, tomar o café é ir para plenária. Na mística somos convidados a refletir sobre o que mais tem nos aperriado. E nem começou as analises de conjuntura, é só uma introdução, DFE e MS assumem a coordenação do dia. Alegria, alegria. Vamos lá pessoal continuar os estandartes? O trabalho tá ficando bonito, e já tão até inventando uma tecelagem, produção em serie já pensou? E o assessor furou, então vamos dá uma esticadinha. Tá todo mundo caprichando, deixe todos saberem que tudo vai ficar em Goiás. Vamos para plenária é hora da analise de conjuntura de cada estado, não antes de uma ciranda, e essa ciranda não é minha só, ela é de todos nós. É meu povo a situação no DF não vai bem (se cuida agnelo), já a RECID DFE vai resistindo, superando as dificuldades e pondo o bloco na rua. No Mato Grosso o bicho tá pegando, hidronegócio, agronegócio só para começar, e tem as PCH´S, o que é isso? É de comer? Não é pra f.... o povo mesmo. Lá vai uma chalana... assim foi que veio o Mato Grosso, o do Sul. Que trouxe as contradições de um governo dito popular (neodesenvolvimentista) sabe se lá, o que se sabe é que não esta fácil à vida, mais o movimento popular persiste e a luta continua até a vitória siempre. Goiás entrou em cena com os versos de cora coralina. Viajou pela Europa, Norte da África, mundo em confusão, América latina e voltou para o Brasil. As lutas aconteceram mesmo que de forma pontual, mais nos mexemos. Mais se muito vale o já feito mais vale o que será. Esses goianos são de mais, passaram do tempo e ainda querem apresentar um vídeo de mais de 15 min? Assim não dá. “Assistir o vídeo ou não, eis a questão”. Polêmica resolvida vamos para o almoço que ninguém é de ferro. Acorda gurizada é hora de retornar, vamo de coco para animar a galera, e coco é com a Martinha do coco e com o Marcel também, na verdade a turma é boa no coco, não muito na embolada, que o diga a vaca preta e boi pintado.
         É hora do aprofundamento da analise dos estados, e o assessor convidado cochilou. Acorda pessoal uma roda de cochicho para despertar a galera e ver o que há em comum nos desafios de cada estado, tudo e um pouquinho mais. E diante de tudo isso qual é a estratégia da RECID ou seria tática? Vamos entender um pouquinho desse negocio de tática e estratégia. Ok, tudo bem é hora de aprofundar com a assessoria agora bem acordada, ao contrario de alguns na plenária. A assessoria dá uma embolada nas ideias da galera, o que é mesmo tática e estratégia? E a esquerda, ou melhor, e as esquerdas, cada um no seu quadrado, mais que quadrado? Mais ressaltemos temos avançado. Parabéns RECID. Mesmo em uma conjuntura difícil continuamos tecendo no tecido da luta de classes a nossa história. Assim encerramos mais um dia, não antes das reuniões das equipes, mais tudo bem temos folego, mais deixemos um pouco para os três próximos dias que serão de intensos debates, mais que sabemos que são essenciais para que de fato continuemos cantando “Apesar de você amanhã a de ser outro dia”.