terça-feira, 6 de novembro de 2012
Convite para o Juri Simulado Cerrado, vida e morte neste chão!
JÚRI SIMULADO
Na certeza de que “Há um amor presente no universo
que tem a última palavra na condução da história” nos unimos: *na
paixão pela vida, *na compaixão pelo cerrado,* por uma outra economia à serviço
da vida.
A Comissão
Pastoral da Terra - Regional Goiás (CPT) e a Conferência dos Religiosos do
Brasil, Regional Goiânia (CRB), Parceiras no grupo “Grita Cerrado” convidam sua Entidade, sociedade civil organizada a
participar do Júri Simulado que julgará a temática: “Cerrado, vida e morte neste chão!” No dia 24 de novembro as 19:00h no Salão Nobre da Faculdade de Direito, 1°
andar, localizado na Praça Universitária s/n°, Setor Universitário, Goiânia Go.
Em vista da destruição acelerada do Cerrado, sentimos a
urgência de discutir e debater as problemáticas que envolvem o bioma cerrado,
Vamos utilizar a metodologia do Júri Simulado que tem o seguinte objetivo:
Discutir e julgar as ações humanas no Bioma
Cerrado
Maiores Informações: Ligue
para Simone ou Adilson na CPT nos fones 62
3223 5724 / 62 9979-5216 ou comunique no E-mail cptgo@hotmail.com ou simonemor27@hotmail.com
Sua presença é muito importante neste espaço de reflexão e
debate em defesa do cerrado.
Atenciosamente
Equipe de Coordenação
do Grupo Grita Cerrado
URGENTE: nota sobre a possibilidade ou nao de continuar o monitoramento do orçamento federal
Prezad@s
Mais uma vez o monitoramento do orçamento publico federal esta ameaçado. O governo tomou a decisao de agregar varias ações numa só, impossibilitando que as organizações e o proprio/a cidadão/ã faça o controle social do gasto publico.
Um exemplo na politica de saude vamos ter apenas um grande programa "aperfeiçoamento do SUS" onde todos as ações estao ligadas a este programa, nao permitindo saber, por exemplo, quanto esta se gastando com a saude da mulher, ou quanto esta se gastando com o programa nacional de combate a malaria. O argumento do governo é que isso é uma questao gerencial e o importante é saber se o serviço foi ou nao prestado. O atual governo quer nos convencer que a decisao de onde se aplica o orçamento publico é uma mera questao tecnica e nao de decisao politica.
No dia 09 vamos ter reuniao do "interconselhos" espaço criado pelo governo para dialogar com a sociedade, via conselhos nacionais, sobre o orçamento publico. Queremos lançar uma carta com o maximo de assinaturas de organizações denunciando este retrocesso.
Se a sua organização concordar em assinar, favor responder este email ate o dia 08 com os seguintes dados;
nome da organização;
cidade e estado
Obrigado
moroni
para saber mais detalhes favor acessar
http://www.inesc.org.br/ noticias/noticias-do-inesc/ 2012/setembro/orcamento-2013- e-o-retrocesso-na- transparencia/view
http://www.inesc.org.br/ noticias/noticias-do-inesc/ 2012/agosto/retrocesso-vetos- de-dilma-a-ldo-derruba- acordos-com-movimentos-sociais
http://www.inesc.org.br/ noticias/noticias-do-inesc/ 2012/junho/carta-aberta-ao- governo-federal-e-ao- congresso-nacional-pela- democratizacao-e- transparencia-do-orcamento- publico
Mais uma vez o monitoramento do orçamento publico federal esta ameaçado. O governo tomou a decisao de agregar varias ações numa só, impossibilitando que as organizações e o proprio/a cidadão/ã faça o controle social do gasto publico.
Um exemplo na politica de saude vamos ter apenas um grande programa "aperfeiçoamento do SUS" onde todos as ações estao ligadas a este programa, nao permitindo saber, por exemplo, quanto esta se gastando com a saude da mulher, ou quanto esta se gastando com o programa nacional de combate a malaria. O argumento do governo é que isso é uma questao gerencial e o importante é saber se o serviço foi ou nao prestado. O atual governo quer nos convencer que a decisao de onde se aplica o orçamento publico é uma mera questao tecnica e nao de decisao politica.
No dia 09 vamos ter reuniao do "interconselhos" espaço criado pelo governo para dialogar com a sociedade, via conselhos nacionais, sobre o orçamento publico. Queremos lançar uma carta com o maximo de assinaturas de organizações denunciando este retrocesso.
Se a sua organização concordar em assinar, favor responder este email ate o dia 08 com os seguintes dados;
nome da organização;
cidade e estado
Obrigado
moroni
para saber mais detalhes favor acessar
http://www.inesc.org.br/
http://www.inesc.org.br/
http://www.inesc.org.br/
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Em defesa dos índios Guarani Kaiowá
*Por Frei Marcos Sassatelli
No dia 19 do mês de outubro deste ano, cinco mil cruzes foram colocadas no gramado da Esplanada como protesto em defesa dos índios Guarani Kayowá. Na “Carta da Comunidade Guarani Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil”, os índios (um grupo de 170: 50 homens, 50 mulheres e 70 crianças) declaram, com firmeza e sem medo, que irão resistir até o fim à ordem de desocupação (processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, do dia 29 de setembro/12, da Justiça Federal), para defender seus direitos.
Afirmam que - pelas informações recebidas - sua Comunidade “logo será atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal, de Navirai-MS” e, corajosamente, denunciam: “fica evidente para nós que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver à margem do rio Hovy e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay”.
Dizem ainda: “Entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio e extermínio histórico ao povo indígena, nativo e autóctone do Mato Grosso do Sul, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas”.
Manifestam, pois, sua decepção: “Queremos deixar evidente ao governo e à Justiça Federal que, por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça brasileira”. E perguntam: “A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas? Para qual Justiça do Brasil? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós”.
Depois, sempre com firmeza, declaram: “Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados a 50 metros do rio Hovy, onde já ocorreram quatro mortes, sendo duas por meio de suicídio e duas em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas”.
Continuam denunciando: “Estamos sem nenhuma assistência, isolados, cercados de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Passamos tudo isso para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay. De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários dos nossos avôs, avós, bisavôs e bisavós, ali estão os cemitérios de todos nossos antepassados”.
Demonstrando estar dispostos a dar a vida na luta por seus direitos, afirmam: “Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui”. Enfim, declaram: “Não temos outra opção, esta é a nossa última decisão unânime”. Que exemplo de altivez e dignidade humana! Que vergonha para a Justiça Federal! A Carta foi amplamente divulgada na mídia nacional e internacional.
Diante de interpretações equivocadas da Carta dos índios Kaiowá e Guarani de Pyelito Kue-MS, o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) entende que “não há menção alguma sobre suposto suicídio coletivo, tão difundido e comentado pela imprensa e nas redes sociais. Leiam com atenção - diz o CIMI - o documento: os Kaiowá e Guarani falam em morte coletiva (o que é diferente de suicídio coletivo) no contexto da luta pela terra, ou seja, se a Justiça e os pistoleiros contratados pelos fazendeiros insistirem em tirá-los de suas terras tradicionais, estão dispostos a morrerem todos nelas, sem jamais abandoná-las. Vivos não sairão do chão dos antepassados. Não se trata de suicídio coletivo!".
A situação descrita chama a atenção para conflitos envolvendo a etnia Guarani Kaiowá, o segundo maior agrupamento indígena do Brasil. Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), são cerca de 45 mil pessoas da etnia espalhadas em pequenas áreas, principalmente no sul do estado de Mato Grosso do Sul. De acordo com a Funai, a disputa em Pyelito Kue não é um caso isolado. Comunidades Guarani Kaiowá de toda a região enfrentam graves problemas e ameaças à vida.
O MPF e a Funai recorreram contra retirada de índios de fazenda em MS. Finalmente, depois de muita luta e mobilização, em 30 de outubro (portanto, há dois dias), foi suspensa a liminar que determinava a retirada do acampamento dos índios Guarani Kaiowá, até que a demarcação de suas terras seja definida. Esperamos que a decisão da Justiça seja mantida (contra possíveis recursos) e a demarcação da terra indígena seja agilizada. “Essa tekoha (terra sagrada) é nossa. Meu avô e meu tataravô estão enterrados lá” (Solano Pires, líder Guarani Kaiowá).
Flávio Vicente Machado, coordenador regional do CIMI, afirma que os constantes conflitos por terra entre índios e fazendeiros têm provocado o aumento da violência nas comunidades. "A situação chegou a esse ponto devido à omissão do Estado brasileiro. A Carta (da Comunidade Pyelito Kue) traz o anseio de todo um povo, um povo que está sendo assassinado pela omissão do governo". E conclui dizendo: "Os algozes dos índios estão no Mato Grosso do Sul e em Brasília".
O governo federal não pode continuar submisso aos interesses dos fazendeiros gananciosos (tornando-se conivente com eles), mas precisa tomar as devidas providências, em favor dos direitos dos índios. A esperança nunca morre!
Leia, na íntegra, a Carta dos índios, a Nota do CIMI e outras informações sobre as barbáries praticadas contra os índios (como a do dia 24 do mês de outubro deste ano contra a jovem M.B.R.) em: http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&action=read&id=6578.
Leia também, na íntegra, a Nota da Funai: em: http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2012/10/mpf-e-funai-recorrem-contra-retirada-de-indios-de-fazenda-em-ms.html.
“Estamos fazendo esse ato para dizer que muitas lideranças já foram mortas, derramaram sangue pelas suas terras, mas não queremos mais isso. Já decidimos coletivamente, não vamos sair das terras (...)” (Eliseu Lopes, líder indigenista). Em: http://folhadoprogresso.com/portal/?pg=not%EDcia&id=5143.
Frei Marcos Sassatelli, frade dominicano, é doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP). E-mail: mpsassatelli(0)uol.com.br
Time Agro Brasil: O Jogo ainda não acabou!
*Por Pedro Ferreira
É sabido que no ultimo período o setor ruralistatem nadado de braçada no Brasil. Com uma bancada extremamente forte no congresso nacional, cargos importantes no executivo e uma grande influência no judiciário - Tem conseguido aprovar leis importantes para o fortalecimento do setor a exemplo das recentes alterações no código florestal, mas, sobretudo conseguiu vencer a batalha ideológica sobre a necessidade de uma reforma agrária no Brasil, e não contente agora avança para usurpar as terras que ainda estão em poder dos camponeses, quilombolas e dos povos indígenas.
Apesar de toda a sua força política o modelo agrícola brasileiro não é só extremamente maléfico ao meio ambiente como também não tem nenhuma função social. Por tanto se hoje tem algum prestigio na sociedade é devido à falsa propaganda de desenvolvimento que o mesmo trás e a falta de esclarecimento da população do que de fato representa o atual modelo agrícola brasileiro pautado na monocultura e extensa concentração de terra.
A Confederação Nacional da Agricultura e demais representantes do agronegócio sabem bem o que produz como também sabe o que devem fazer para que a maioria da população continue sem saber. Eis ai o grande objetivo do “Time Agro Brasil” programa de marketing que tem como garoto propaganda o produtor rural Pelé (que é também por acaso considerado o maior jogador de futebol de todos os tempos). Programa esse que tem como principal objetivo esconder da população o que de fato é o agronegócio brasileiro.
Uso indiscriminado de agrotóxico, trabalho escravo, monocultura, usurpação dos territórios quilombolas e indígenas, extermínio dos povos indígenas, produção para exportação. Eis ai alguns exemplo do quanto de desenvolvimento o Time Agro coloca em campo, ou melhor, no campo. Mas isso você não verá nos comerciais e demais materiais de propaganda.
O Time Agro lhes apresentará um campo bonito, com o belo sorriso do rei do futebol Pelé exaltando os heróis do Brasil, e por fim dona Kátia Abreu – Senadora e presidente da Confederação Nacional da Agricultura falando que eles produtores suam a camisa para manter o desenvolvimento do Brasil - Grande produtora que nunca se quer pegou no cabo de uma enxada.
Mas se eles pensam que o jogou acabou falamos como Raul – Oh baby, a gente ainda nem começou. A luta por terra, território e dignidade não esta encerrada, movimentos campesinos, quilombolas, indígenas como todos aqueles que apoiam a luta por uma reforma agrária de fato no nosso país nos articulemos e sacudamos esse país de norte a sul com o que de melhor sabemos fazer- Ocupar, resistir e produzir.
*Pedro Ferreira - Educador Popular e militante do Bloco de Resistência Socialista.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
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