sexta-feira, 8 de março de 2013

A Humanidade Agradecida, poema de Ademar Bogo em homenagem a Chávez



Confira a poesia escrita pelo militante do MST Ademar Bogo, em homenagem a Hugo Chávez:

Uma breve pausa e seguimos;
Que a revolução bolivariana não descansa
Se ela despertou-nos a esperança
Também nos manterá em movimento.

Com duros golpes e enfrentamentos
Forjou o povo o destino e a consciência
Com seu líder, passo a passo e com paciência
Criou o socialismo à sua maneira;

Se hoje chora a cordilheira
É porque muito já foi feito;
Na história, sabe o povo que para ter respeito
Precisa impor a própria autoridade,
Fazer com ela um sonho de liberdade
E cultivar a confiança dia após dia;

Mas se a morte nos rouba alegria;
A esperança alenta os corações,
De que a herança das futuras gerações
Planta-se com as mãos do próprio povo;
Se não faz bem, desmancha e faz de novo

Mas os plantios nunca negam suas colheitas
E em cada ciclo de experiências feitas
Reproduzem as sementes do futuro:
Elas germinam com o escuro
E crescem com a claridade;
Crescidas distribuem a autoridade
Porque a autoridade por elas foi criada
E pode ser agora partilhada
Desde a Cordilheira até o Mar.

Vai, comandante descansar!
A tua parte heroicamente foi cumprida
A humanidade se sente agradecida
Por tê-lo tido como companheiro;
Serás lembrado no futuro o tempo inteiro
Pela sua enérgica teimosia;

Se com  as lágrimas tecemos a homenagem
Te garantimos que não nos faltará coragem
De seguirmos constuindo a utopia.

Vai comandante a teu descanso!
Cultivaremos cada passo, cada avanço...
Com toda força da Via Campesina.
De teus exemplos, seremos seguidores:
Nunca servir aos impérios e aos senhores
E libertar toda a América Latina.

Se com Bolívar aprendestes a lutar
Contigo aprendemos a sonhar
E a construir nossa dignidade.
Vivo estarás em cada reação
Nos sentiremos levados pela mão
Para voar contigo nas asas da liberdade.


Ademar Bogo

segunda-feira, 4 de março de 2013

A UEG que vemos Vs A UEG que queremos


“Ensinar exige compreender
que a educação é forma de
intervenção no mundo”.
Paulo Freire

A Universidade Estadual de Goiás passou um processo de interiorização que foi fundamental para democratizar o acesso ao ensino superior para pessoas que, talvez de outra forma,jamais teriam alcançado o nível superior. Além disso, a instituição ainda conta com dois mestrados a área das Ciências Humanas e dois em Ciências Exatas, um DINTER (Doutorado Inter Institucional) em parceria com a UFF (Universidade Federal Fluminense). Nós, da UEG, contamos com doutores, mestres e pós-graduandos que realmente acreditam nessa universidade e que buscam ampliar em termos qualitativos o ensino, a pesquisa e a extensão. Muitos dos alunos formados na UEG são bem sucedidos na aprovação em mestrados em diversas universidades federais pelo Brasil. Em suma: a UEG apresenta uma grande potencialidade para se tornar referência no que se refere ao ensino superior tanto em Goiás quanto no Brasil.
Entretanto, o ano de 2013 não começa muito bem. O Ministério Publico exige a realização de concurso públicos para funcionários administrativos e professores, uma vez que a universidade conta com menos de 40% de quadro de profissionais efetivos.
Os problemas são muitos: a Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas  de Anápolis (UnUCET), até o momento,ainda não conta com o restaurante universitário prometido para o final do primeiro semestre de 2012 e ainda está, até mesmo, sem lanchonete. Já a Unidade de Ciências Sócio Econômicas e Humanas, também localizada em Anápolis, recebeu ordem do MP para realizar a interdição dos seus prédios e o remanejamento imediato dos alunos para um local sem risco de desabamento, em decorrência da idade e infraestrutura atual do imóvel. NaUnidade Universitária de Itumbiara, o curso de Farmácia conta com estudantes que já cursaram metade da graduação sem ter  1/3 das aulas, por falta de laboratórios e equipamentos.
Os problemas não param por aí: podemos colocar aqui o relatório das unidades que estão com deficit de professores, sem biblioteca e outros problemas. Em algumas unidades universitárias, o ano começa sem luz, sem internet. Em outras sem professores e até sem água. Em todas, sem esperança.
Enquanto o atual Governador Marconi Perillo “passeia” pelo estado prometendo abrir ainda mais unidades, o circo pega fogo! Os bens de dois dos três únicos reitores que a UEG já teve – José Izecias e Luís Arantes – foram bloqueados por corrupção e desvio de verba. Se isso não bastasse, agora o concurso da PM e Civil, realizados pelo Núcleo de Seleção da UEG, são cancelados por suspeitas de fraldes no gabarito das provas, onde a diretora Eliana Nogueira é indicação do Governador.
Para aqueles que pensavam que nós da UEG estávamos “por cima” por não constar o nome da universidade na listagem de cursos fechados pelo MEC, se enganaram e muito... Inclusive o próprio MEC deveria se ater mais ao caso da UEG e de outras universidades estaduais não somente ao das Federais, exigindo junto ao governo um mínino de seriedade para com a UEG.
Nota-se que a organização dos pares para modificação dos quadros já começou. Os professores se mobilizaram em busca de mínimas condições de trabalho, reajuste salarial, ampliação do Regime de Dedicação Exclusiva (D.E.), revisão do Plano de Cargos e Salários, concurso, etc.  Observa-se a grande perdade professores para as federais e demais estaduais, por estas oferecerem melhor estrutura de trabalho e valorização profissional.
Em busca por melhorias, os estudantes da UEG estão construindo assembleias nas unidades, tendo em vista que a política voltada aos estudantes é extremamente deficitária. A falta de assistência estudantil é tamanha que impossibilita até a presença dos representantes dos alunos ao Conselho Superior Universitário, por não haver suporte por parte da instituição com os mesmos.
Nós, alunos da UEG, sempre tivemos uma atitude combativa: ocupamos rodovias federais, reitoria e as ruas de Goiânia e Anápolis para que nossos gritos fossem ouvidos. E agora, mais do que nunca, é precisoocupar as ruas e fazer o Governo de Goiás notar que sem estrutura não existe universidade. Se não querem nos dar uma educação de qualidade, não os deixaremos em paz!
E é por isso que gritamos: Quem disse acabou? Quem disse que sumiu? Aqui está presente o movimento estudantil!
As principais pautas o Movimento Estudantil:
1. Política de assistência estudantil.
Bolsa Permanência;
Casa dos Estudantes e restaurante universitário as unidades que necessitam;
Paridade nos votos em todas a instâncias entre professores, estudantes e funcionários;
Meia passagem intermunicipal e passe livre municipal para os estudantes;
 Ampliação e aumento do valor das bolsas PBIC oferecidas pela UEG;
Transporte para estudantes em eventos acadêmicos e aulas de campo;
Reativação das lanchonete nas unidades que estão sem, com preço acessível;
Transporte para os estudantes do M.E. fazer intercâmbio entre as unidades;
Atividades de integração entre as unidades;
Atualização do Acervo bibliográfico;
Construção e atualização dos Laboratórios;
Diminuição do valor das multas da Biblioteca;
Apoio Pedagógico;

2.Aumento do financiamento público de 2% para  5% da receita fiscal do estado para a UEG.
3. Fim da cobrança de qualquer mensalidade pelos cursos oferecidos pela UEG e rompimento dos contratos com as fundações privadas que gerem as finanças desses cursos

Jefferson Acevedo- Presidente DCE- UEG/ Gestão Levado a Sério 2012-2014

Convite


Mulheres camponesas: sem feminismo, não há socialismo!



Link:http://www.mst.org.br/content/sem-feminismo-n%C3%A3o-h%C3%A1-socialismo

Carmen Foro: "Falta vontade política do governo para fazer Reforma Agrária"


*Por William Amuvp Pedreira
Da Página da CUT


No período em que completa 50 anos de grandes lutas, enfrentamentos e conquistas, a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) realiza seu 11º Congresso Nacional tendo como tema ‘Fortalecendo o Movimento Sindical para melhorar a qualidade de vida no Campo’.
Nesta segunda (04/3) já começam os trabalhos, que seguem até o dia 8 de março. São esperados mais de 2.400 trabalhadores e trabalhadoras rurais de todas as regiões do País no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, local que sediará o Congresso.
Refletir sobre a conjuntura de vida e trabalho dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, debater as dificuldades para avançar em políticas voltadas ao campo, potencializar a organização sindical e buscar estratégias de enfrentamento ao agronegócio são questões inseridas na agenda do Congresso, mas no centro do debate estará a paralisia da reforma agrária no Brasil.
Há uma clara insatisfação das entidades representativas dos trabalhadores e trabalhadoras rurais com o governo federal que tem priorizado o agronegócio e os grandes latifundiários em detrimento dos agricultores familiares, responsáveis por mais de 70% dos alimentos que chegam à mesa do povo brasileiro.
De acordo com Carmen Foro, vice-presidente da CUT e representante CUTista na Contag, o Congresso será um momento de grande importância para o conjunto da categoria, onde poderão expressar sua visão e tencionar como governo tem tratado a questão da reforma agrária. 
“Passamos por um momento extremamente difícil. Fazer reforma agrária significa mexer com os poderosos neste país. E portanto, é preciso que haja uma vontade política de realizar. Mas o governo, desde o ex-presidente Lula, não teve disposição de fazer este enfrentamento, porque distribuir terra significa tirar dos que têm muito para dividir com aqueles que não têm nada”, destacou.
Como parâmetro das dificuldades, o governo Dilma registrou o pior desempenho em relação às desapropriações de terra e execução da reforma agrária, segundo informações do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Diante deste cenário, a luta por uma reforma agrária ampla e democrática se traduziu em uma das principais reivindicações da Marcha das Centrais que acontece na próxima quarta (6), em Brasília. “O caminho é a mobilização e pressão, como sempre fizemos, lutando por um novo modelo de desenvolvimento que garanta a democratização da terra e a soberania alimentar do país”, enfatizou Carmen.
Contag protagonista – uma história de enfrentamento à ditadura militar, na luta pela redemocratização do país e com uma participação ampla na organização e fundação da CUT. 
A Contag, fundada em 22 de dezembro de 1963, contempla hoje 27 Federações de Trabalhadores na Agricultura e mais de quatro mil Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs), entidades que compõe o Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR). Vagner Freitas, presidente da CUT, ressalta que toda essa amplitude só foi possível graças ao poder de organização e luta dos trabalhadores e trabalhadoras rurais.
“A Contag é uma das principais e mais representativas entidades da classe trabalhadora. São 50 anos de história consagrada na defesa permanente dos direitos dos trabalhadores do campo. 
A CUT teve uma participação importante e significativa na organização da entidade. Sua executiva é composta de dirigentes CUTistas. Hoje, temos uma grande quantidade de Sindicatos dos Trabalhadores Rurais filiado à Central e permaneceremos juntos na organização da luta e representação dos trabalhadores e trabalhadoras rurais”, sublinhou Vagner. O presidente da CUT estará presente no Congresso representando a Executiva Nacional da Central.

sexta-feira, 1 de março de 2013

ENCONTRO DE PLANEJAMENTO 2013




Tema: “Tecendo sonhos e saberes, construindo lutas e resistência.”

Aos movimentos populares e demais organizações da classe trabalhadora goiana,

Dando continuidade ao processo de mobilização, articulação, formação e luta pela construção do projeto popular para Goiás e para o Brasil e sendo fiel a nossa metodologia de construção coletiva dos processos desencadeados pela rede de educação cidadã de Goiás. 

Convidamos  a todos (as) para participarem do encontro de planejamento de 2013 da RECID-GO com o tema: “Tecendo sonhos e saberes, construindo lutas e resistência.” Para definirmos as opções no campo político, pedagógico, organizativo e de sustentabilidade  e coletivamente operacionalizá-las para fortalecermos o trabalho de base e a luta popular em Goiás.

O encontro de planejamento da RECID-GO 2013 será realizado nos dias 16 e 17 de Março, das 08h00 às 18h00, no Centro Cultural Caravídeo – Goiânia – Goiás, cada organização deverá indicar dois representantes para participar integralmente. 

Todas as atividades realizadas pela RECID-GO a inscrição, alimentação e hospedagem são gratuitas, no entanto pedimos que as inscrições sejam feitas com antecedência para que nos organizemos, através do e-mail: talhergoias10@gmail.com ou pelo telefone: (62) 3203-5322. Maiores informações acessem o nosso blog: http://recid-go.blogspot.com.br/, o face: http://www.facebook.com/recid.go?fref=ts e site: www.recid.org.br.

É fundamental a presença de todas e todos para que possamos continuar  a construção do nosso projeto popular que passa fundamentalmente pela formação política e pedagógica, organização e luta. Nesse aspecto compreendemos a educação popular crítica como uma opção política no processo de transformação dessa realidade que a cada dia tem se tornado mais cruel para a classe trabalhadora .

Abraços fraternos,

  SECRETARIA DA REDE DE EDUCAÇÃO CIDADÃ DE GOIÁS