terça-feira, 20 de março de 2012

Kátia Abreu: Representante dos latifundiários ou do povo do Tocantins?



  
*Por Pedro Ferreira

Kátia Abreu foi eleita em 2006, senadora pelo estado do Tocantins, por tanto com a missão de defender no congresso nacional os interesses do povo tocantinense que a elegeu. No entanto quando olhamos para sua atuação no parlamento vemos que não é bem esse papel que a mesma vem desempenhando.

Quem deveria representar a gloriosa federação do Tocantins no senado federal na verdade esta a serviço dos latifundiários e das grandes agroindústrias (Que diga de passagem foi quem financiaram sua campanha). Ao defender os latifundiários e o agronegócio Kátia Abreu esta defendendo seus próprios interesses, já que a mesma é uma grande latifundiária. Mais não deveria no mínimo a senadora eleita pelo povo do Tocantins defender no senado os interesses e anseios do povo Tocantinense sem distinções?

Assim que eleita senadora, Kátia Abreu também foi eleita presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), entidade máxima de defesa dos interesses dos latifundiários e das grandes agroindústrias. Sendo que a atuação da nobre senadora no parlamento tem sido pautada pela defesa dos interesses do agronegócio e não do povo tocantinense.

Kátia Abreu é conhecida nacionalmente como uma das principais figuras do agronegócio no Brasil, a heroína da direita reacionária, responsável no congresso nacional por articular uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com o objetivo de criminalizar os movimentos de luta pela terra e barrar a alteração dos índices de produtividade. Defende que pobre deve comer comida contaminada com agrotóxico mesmo, pois o custo para sua produção e comercialização é mais barato, não importando se isso afetará ou não a saúde das pessoas (Veja o documentário “O Veneno esta na mesa de Silvio Tendler).

Foi também voz ativa contra a campanha do limite da propriedade, articulou uma pesquisa para tentar desqualificar os assentamentos de famílias sem terra, também para tentar encobrir os resultados do censo agropecuário divulgado em 2006 que mostra que a concentração de terra aumentou no país.

A pesquisa feita em poucos assentamentos escolhidos a dedo pela CNA ganhou mais espaço na mídia do que o censo agropecuário realizado pelo IBGE.

Kátia Abreu também tem sido voz ativa e articuladora no congresso nacional e junto ao governo federal pela aprovação do criminoso código florestal, que anistia os desmatadores e outros acusados de crimes ambientais, assim como da carta branca para continua agressões ao meio ambiente.

Kátia Abreu infelizmente não é uma exceção, a maioria dos políticos eleitos com o compromisso e o dever de representar o povo, na verdade defende os interesses daqueles que financiaram sua campanha política. Como bem diz Chico Alencar (PSOL) – “Diga-me que ti financias, que eu ti digo a quem defendes”.

Enquanto as campanhas políticas continuarem a ser financiadas com dinheiro de empresas privadas, os interesses públicos serão deixados de lado em favor dos privados, por tanto é de primordial importância defender uma reforma do sistema político que entre outras medidas determine o financiamento exclusivamente público das campanhas eleitorais.

Mais também é de primordial importância que mesmo nos limites da democracia burguesa, possamos eleger candidatos que tem compromisso com as lutas históricas da classe trabalhadora, que não aceitam financiamento de Multinacionais, Agroindústrias, empreiteiras entre outros. E que no congresso nacional, Câmaras municipais, assembléias legislativas entre outros defendam os interesses e direitos do povo e não interesses privados.

*Pedro Ferreira – Bacharel em Serviço Social, Educador Popular e militante do Bloco de Resistência Socialista.




22 de Março -Grito em defesa da nossa água

Rumo à reforma agrária



A questão fundiária no Brasil é a nódoa maior da nação. Nunca tivemos reforma agrária


*Por Frei Betto
 Caiu mais um ministro, o do Desenvolvimento Agrário. Nomeado o novo: Pepe Vargas (PT-RS), que foi prefeito de Caxias do Sul por dois mandatos e mantém boas relações com o MST. 
A esperança é que a presidente Dilma Rousseff tenha dado o primeiro de três passos urgentes para o Brasil não ficar mal na foto do “concerto das nações”, como diria o Conselheiro Acácio. Os outros dois são o veto ao Código Florestal proposto pelo Senado e uma nova política ambiental e fundiária que prepare bem o país para acolher, em junho, a Rio+20. 
A questão fundiária no Brasil é a nódoa maior da nação. Nunca tivemos reforma agrária. Ou melhor, uma única, cujo modelo o latifúndio insiste em preservar: quando a Coroa portuguesa dividiu nossas terras em capitanias hereditárias. 
Desde 2008, o Brasil ultrapassou os EUA ao se tornar o campeão mundial de consumo de agrotóxicos. E, segundo a ONU, vem para o Brasil a maioria dos agrotóxicos proibidos em outros países. Aqui são utilizados para incrementar a produção de commodities. 
Basta dizer que 50% desses “defensivos agrícolas” são aplicados na lavoura de soja, cuja produção é exportada como ração animal. E o mais grave: desde 1997 o governo concede desconto de 60% no ICMS dos agrotóxicos. E o SUS que aguente os efeitos... nos trabalhadores do campo e em todos nós que consumimos produtos envenenados. 
Os agrotóxicos não apenas contaminam os alimentos. Também degradam o solo e prejudicam a biodiversidade. Afetam a qualidade do ar, da água e da terra. E tudo isso graças ao sinal verde dado por três ministérios, nos quais são analisados antes de chegarem ao mercado: Saúde, Meio Ambiente e Agricultura. 
É uma falácia afirmar que os agrotóxicos contribuem para a segurança alimentar. O aumento do uso deles em nada fez decrescer a fome no mundo, como indicam as estatísticas. 
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tenta manter o controle sobre a qualidade dos agrotóxicos e seus efeitos. Mas, quando são vetados, nem sempre consegue vencer as pressões da bancada ruralista sobre outros órgãos do governo e, especialmente, sobre o Judiciário. 
A Cúpula Mundial do Meio Ambiente na África do Sul, em 2002, emitiu um documento em que afirma que a produção mundial de alimentos aumentou em volume e preço (devido ao uso de agrotóxicos e sementes transgênicas). À custa de devastação dos solos, contaminação e desperdício da água, destruição da biodiversidade, invasão de áreas ocupadas por comunidades tradicionais (indígenas, clãs, pequenos agricultores etc.). Fica patente, pois, que a chamada “revolução verde” fracassou. 
Hoje, somos 7 bilhões de bocas no planeta. Em 2050, seremos 9 bilhões. Se medidas urgentes não forem tomadas, há de se agravar a sustentabilidade da produção agrícola. 
Diante desse sinal amarelo, o documento recomenda: reduzir a degradação da terra; melhorar a conservação, alocação e manejo da água; proteger a biodiversidade; promover o uso sustentável das florestas; e ampliar as informações sobre os impactos das mudanças climáticas. 
Quanto aos primeiro e terceiro itens, sobretudo, o Brasil marcha na contramão: cada vez mais se ampliam as áreas de produção extensiva para monocultivo, destruindo a biodiversidade, o que favorece a multiplicação de pragas. Como as pragas não encontram predadores naturais, o recurso é envenenar o solo e a água com agrotóxicos. E com frequência isso não dá resultado. No Ceará, uma grande plantação de abacaxi fracassou, malgrado o uso de 18 diferentes “defensivos agrícolas”. 
Tomara que o ministro Pepe Vargas consiga estabelecer uma articulação interministerial para livrar o Brasil da condição de “casa da mãe Joana” das multinacionais da insustentabilidade e da degradação do nosso patrimônio ambiental. E acelere o assentamento das famílias sem-terra acampadas à beira de rodovias, bem como a expropriação, para efeito social, de terras ociosas e também daquelas que utilizam mão de obra escrava. 
Governo é, por natureza, expressão da vontade popular. E a ela deve servir. O que significa manter interlocução permanente com os movimentos sociais interessados nas questões ambiental e fundiária, irmãs siamesas que não podem ser jamais separadas. 

*Frei Betto é frade dominicano, escritor, autor, em parceria com Marcelo Gleiser, de Conversa sobre a fé e a ciência (Agir), entre outros livros.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Morre geógrafo brasileiro Aziz Nacib Ab’Saber aos 87 anos. “Morreu na luta, mas a luta não morre”



Aziz Ab’Saber, um dos geógrafos mais respeitados do País, reconhecido internacionalmente, faleceu aos 87 anos na manhã desta sexta-feira, às 10hs20.

Presidente de Honra, ex-presidente e conselheiro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ab’Saber é autor de estudos e teorias fundamentais para o conhecimento dos aspectos naturais do Brasil.

Nascido em São Luís do Paraitinga (SP), em 24 de outubro de 1924, Ab’Saber desenvolveu ao longo de sua extensa carreira de cientista centenas de pesquisas e tratados de significativa relevância internacional nas áreas de ecologia, biologia evolutiva, fitogeografia, geologia, arqueologia e geografia. Ele foi presidente da SBPC de 1993 a 1995 e desenvolveu trabalhos no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA/USP) até ontem.

Um dia antes de morrer, o professor, disposto como sempre, fez sua última visita à SBPC, em São Paulo. Em um gesto de despedida, mesmo involuntariamente, ele entregou na tarde de ontem à secretaria da SBPC sua obra consolidada, de 1946 a 2010, em um DVD, para ser entregue a amigos, colegas da Universidade e ao maior número de pessoas.

“Tenho o grande prazer de enviar para os amigos e colegas da Universidade o presente DVD que contém um conjunto de trabalhos geográficos e de planejamento elaborados entre 1946-2010. Tratando-se de estudos predominantemente geográficos, eu gostaria que tal DVD seja levado ao conhecimento dos especialistas em geografia física e humana da universidade”, diz Ab’Saber em sua dedicatória.

Ab’Saber morreu antes de ver publicada sua última obra que será o terceiro volume da coleção “Leituras Indispensáveis”, a ser publicado pela SBPC.

O terceiro volume da coleção “Leituras Indispensáveis” faz uma homenagem ao trabalho dos primeiros geógrafos no interior do Brasil, como José Veríssimo da Costa Pereira e Carlos Miguel, e às primeiras expedições de Candido Mariano da Silva Rondon, o Marechal Rondon (1865 a 1958). “Essa é uma homenagem a eles”, disse Aziz, em sua última entrevista ao Jornal da Ciência. O livro contempla também trabalhos sobre à cidade de São Paulo.

Prêmios - Ab’Saber – que também foi professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP –  recebeu diversas láureas, como o Prêmio Jabuti em ciências humanas (1997 e 2005), e em ciências exatas (2007); o Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia (1999), concedido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia; a Medalha de Grão-Cruz em Ciências da Terra pela Academia Brasileira de Ciências; e o Prêmio Unesco para Ciência e Meio Ambiente (2001).

Código Florestal - Ab’Saber, em suas últimas declarações sobre o novo Código Florestal, criticou o texto por não considerar o zoneamento físico e ecológico de todo o País, como a complexa região semi-árida dos sertões nordestinos, o cerrado brasileiro, os planaltos de araucárias, as pradarias mistas do Rio Grande do Sul, conhecidas como os pampas gaúchos, e o Pantanal mato-grossense. Na ocasião, ele chegou a defender a criação do Código da Biodiversidade para contemplar a preservação das espécies animais e vegetais.

*Por Viviane Monteiro – Jornal da Ciência

sábado, 17 de março de 2012

Carta Memória II - Nacional



Por Equipe de Comunicação
Carta Memória II - Nacional       Acordamos com o cortejo cultural da RECID, essa equipe de animação é porreta (se não fosse ela não levantaríamos). E com muito esforço levantamos. Brasil....sil...sil...sil, mostra a tua cara! Depois de um grito desses não houve quem não despertou.
       Começamos então o dia sob a coordenação do Marcel e da.... e dá... ué cadê? Ah! Chegou! Sandra. Uma olhadinha na programação, equipes de trabalho e não se esqueçam, e houve ainda o anúncio: Não iniciaremos se as equipes não estiverem completas! Corre-corre povo, e ainda um lembrete: não se esqueçam das reuniões. Acorda RECID que ele chegou, falou que vinha e veio, o ministro Gilberto Carvalho - Vocês cumpre um papel primordial, com o trabalho de base mudemos essa realidade difícil, mas temos avançado, e como temos avançado. O ministro se foi e com ele a plenária quase toda, vamos retomar pessoal, vamos retomar que o dia mal começou.
       Após um certo esforço conseguimos retomar com o educador Cláudio Nascimento que nos levou a viajar nos processos de lutas históricas no Brasil. E ai o que fazer? E então fazer o que? Depois desse longo resgate histórico e de todas as contradições (palavra da moda) e de mais algumas reflexões trazidas pela plenária é hora de um cafezinho.
      Tan, tan, tan, tan, tanananan. Entra no ar o jornal popular do Centro-Oeste – Questão do avanço do agronegócio, o uso dos agrotóxicos, questão da reforma urbana (a falta dela) mega eventos em debate, com gente importante no estúdio sendo entrevistado ao vivo, com reportagem ao vivo também. Na tela digital a apresentadora mostra os desafios da região. Embarca Centro – Oeste, embarca, molha o pé mais não molha a meia...
       Embalados pelos belos versos de Patativa do Assaré o nordeste entra em cena – Êta! cabras da peste, a vida não esta fácil por lá não, nunca foi na verdade, mais um povo que nasceu e vive na luta não desiste jamais. Já faz três noites que pro norte relampeia... eu vou embora vou cuidar da plantação.
         Chega o sudeste no embalo do Rap, nos livramos do FMI mais olha a FIFA ai, copa pra quem, não pro povo meu bem. A situação não é diferente das outras regiões, pior um pouco, tudo em dobro. Mais o povo resiste, mesmo que de forma espontânea às vezes. Chega de ataques à classe... Conclua companheiros o povo tá doido para almoçar.
          Fomos para o almoço mortas/os de fome, é na verdade, quase mortas/os a fila tava imensa, mas nem tanto para lavar as louças. Barriga cheia é hora daquela sonequinha... só pra quem não tem reunião. O tempo voa e já é hora de voltar. Vixi! Inté a equipe de animação sumiu... Vamos voltar povo, e vamos de samba.
          E lá vem o norte, com os sons da floresta, sua roda envolvente, as lutas colocadas na ordem do dia. Realidade cruel, desafios gigantes, mas não nos calaram e o trabalho de base e na base continua...
        Por fim chega o Sul, com suas bandeiras de luta e uma poesia acompanhado de uma canção para entrar no clima, e entramos. “Mão pra cima, cintura solta... (essa não faz parte da apresentação do Sul mas uma contribuição da plenária) Apesar de governos de cores partidárias diferentes nos estados da região, a vida continua dura guri. Privatização aqui, ali e ai. Mais resistimos e continuaremos a resistir.
         Educadoras e educadores vamos levantar, olha para algo que você deseja, abrace, aperte, beije e... ai, ai, assim você me mata...
        Então sem mais, vamos aprofundar essa conjuntura, o educador Ney do MST e o educador Denis... Dênis?! Dênis?! Ai, ai, ai... sumiu, fugiu do debate? Não! Adoeceu, e a equipe Ângela de cuidado com o outro, foi cumprir sua árdua tarefa, melhoras companheiro! Aprofundemos sobre nossa reflexão, crise do capital, mundo em confusão, Europa ajoelhada, e o Brasil? Não vamos muito bem não. Nada de mudanças estruturais. É, o companheiro desceu a lenha, não podia ser diferente, somos movimento social. Acomodar jamais. Mais parece que nem todos/as agem assim que o diga aqueles que escreveram aquele documento em 1987. “Do que foi feito amigo de tudo que a gente sonhou...”
        Intervalo minha gente, cafezinho pra relaxar, uma roda de cochicho para ruminar o debate como diria Paulo o Matoso. E vamos retomar... não antes daquele esforço sobre humano da equipe de animação no samba/pago/pmb/forró... tão atirando para todos os lados.
        A equipe pedagógica do CAMP entra em cena para nos mostrar uma sistematização das oficinas realizadas neste convênio. Bonito RECID, que bonito, estamos fazendo a diferença. Ou pelo menos tentando, e assim vamos caminhando.
       Legal! Então... vamos voltar o debate da conjuntura? Ei, não corram, calmam, venham aqui, gente! Gente! Pessoal? Tem mais recados... as.. os... é... É o pessoal se rebelando, continuar ou não continuar, eis a questão. Vamos então adiar esse negocio para amanhã. Comemoração geral. E a coordenação do dia não teve tempo de dizer tchau... Tá bom, mas não tá.
      Quem pensa que o dia acabou está muito enganado/a, e as reuniões? Segura pessoal, rapadura é doce mais não é mole não. Não posso ficar mais nenhum minuto com vocês sinto muito amor mais não pode ser... inté mais, me Pueblo.
Equipe de Comunicação do 11º Encontro Nacional 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Carta Memória 11º Encontro Nacional


Equipe de Comunicação
Carta Memória 11º Encontro Nacional       É nas coisas da estrada a chegada, os bilhetinhos com sabor de chocolate adoçam nossa recepção e cria a sensação de que algo ainda mais saboroso estava por vim.... No CIMI, a saudade de quem já veio e o reconhecimento de quem chega pela 1ª vez... Aquele cheiro tomou conta das pessoas, não foi o cheiro da relação, do abraço... Foi o da comida mesmo! Êta cheiro de uma boa comida!!! Teve gente que nem se quer deu um sorriso, olhar ou aperto de mão... Foi direto para as panelas, a fome é triste – deixa as pessoas de mau humor, agora imagine quem está dias sem comer.  Bom, agora sim de barriga cheia, nos abraçamos, cheiramos, nos apresentamos.... Descanso? Claro que não, é hora das tão sonhas e almejadas REUNIÕES, sem elas nossas vidas não seriam as mesmas.
       Norte, Nordeste, Sul, Sudeste, Centro-Oeste foram afinar as cordas do violão para tocarem o som conjuntural de cada região. Nesta melodia a tarde correu... A quem queria fazer um lanchinho, mas não rolou, é melhor tomar o cafezinho e voltar para a reunião. Algumas equipes começaram a funcionar, aquela que cuida do outro e outra começou a agir e afirmaram cuidam “com e não para”....
     Jantar... Outras/os companheiros/as haviam chegado, e mais abraços e cheiros.... Na plenária outra equipe, agora a de animação, convida as pessoas virem para plenária, e ali, numa roda ainda acanhada, cirandaram, viram mamãe oxum e pisaram ligeiro, pois quem não pode com a formiga não assanha o formigueiro.
    Olê mulher rendeira, olê mulher rendá..... Olê Estados compartilham seus bordados, com o nome das educadoras e educadores que seguem na construção do puder popular para o Brasil. E Goiás tão perto, chegou atrasado.
     Willian e France chegam no embalo do poema para coordenar a noite, apresentar o objetivo do encontro, o nosso material de apoio, e uma olhadinha na programação. Debate e reuniões, debates e reuniões. Aguente meu povo.
    É hora da abertura política - Nada de descansar: Sociedade civil e governo, é... o bicho vai pegar. Selvino coordena a turma.Gebrim da Assembleia Popular começa a discussão - somos herdeiros das lutas históricas dos movimentos populares, temos que continuar. Nada de que cair no possibilismo e muito menos no sectarismo. É a vez da Salete com ajuda do Ricardo apresentar o que a SDH (Secretaria de Direitos Humanos) está fazendo, muito temos feito e mais ainda vamos fazer. Moema Marques do Ibase e da rio mais 20 – põe fogo no negocio, quer dizer, é contra o fogo, cuidado com o meio ambiente, “galera na Europa já era! Agora é minha vez!!! Agora é nossa vez de explorar os recursos naturais”. A contradição é que não se pode esperar, nosso desafio não é só na rio mais 20... e qual nosso horizonte? O que contrapõe a esse modelo de privatização? Paulo Maldos, da secretaria geral: os limites existem é verdade, mas temos avançado, e estamos avançando, com limites é verdade.
      Há! E não pegou fogo mesmo, mas quem sabe agora com a intervenção da plenária... mas calma pessoal, não dá pra falar todo mundo somente 8 inscrições, há e de 2 minutos. E nessa certa restrição, ainda sobraram 3 inscrições.... e o fogo não pegou, fruto da contradição, pé dentro, pé fora, sociedade e governo... ai ai, eterna contradição. Maior que tudo isso era o cansaço que o diga o cafezinho da cozinha que foi pulverizado. Vamos descansar que merecemos, mas não antes da reunião da coordenação.

CACHOEIRA, O PODEROSO CHEFÃO, AMEAÇA PERILLO



Ainda não caiu a ficha da imprensa brasileira sobre a gravidade da Operação Monte Carlo, que prendeu Carlos Cachoeira. O Michael Corleone tupiniquim explorava cassinos, mandava na segurança pública de Goiás, mantinha um esquema de espionagem e pode arruinar a carreira de Marconi Perillo

 Um dos maiores escândalos já vistos no Brasil ainda não ganhou a devida atenção da imprensa nacional. Presoontem pela Polícia Federal, na Operação Monte Carlo, o bicheiro Carlos Cachoeira, que explorava uma rede de caça-níqueis e cassinos ilegais em cinco estados brasileiros, é um personagem semelhante ao lendário mafioso Michael Corleone, interpretado de forma magistral por Al Pacino em “O Poderoso Chefão”. Cachoeira mandava na polícia, tinha jornalistas na sua folha de pagamento, mantinha uma rede de espionagem ilegal e – o mais grave – nomeou dezenas de pessoas para o governo do tucano Marconi Perillo, em Goiás. Isso está dito textualmente na decisão do juiz da 11ª Vara Criminal da Justiça Federal de Goiás, da seguinte maneira: “Descobriu-se a influência de CARLOS CACHOEIRA na nomeação de dezenas de pessoas para ocupar funções públicas no Estado de Goiás”. Ou seja: o governador teria loteado a área de segurança pública a um dos maiores mafiosos do País. E, até agora, Perillo ainda não deu uma única declaração sobre a operação Monte Carlo.
O que se comenta em Brasília é que Cachoeira ajudou a bancar a campanha de Perillo ao governo de Goiás em 2010. Um dos primeiros nomes recrutados foi o do sargento Idalberto Araújo, conhecido como Dadá e notoriamente um dos maiores especialistas em grampos ilegais do País. Outro nome foi o jornalista Alexandre Oltramari, que, antes de se dedicar à campanha de Perillo, era um dos principais repórteres investigativos da revista Veja. Na sentença, o juiz da 11ª Vara também destaca que, ao desarticular a quadrilha de Carlos Cachoeira, foi possível descobrir uma imensa rede de espionagem ilegal. Por isso mesmo, Dadá está preso e, se contar o que sabe, poderá abalar a República.
Os cassinos de Carlinhos Cachoeira em Goiânia e Valparaíso, nas cercanias de Brasília, tinham rendimento médio de R$ 3 milhões/mês, segundo os procuradores Daniel de Resende Salgado, Lea Batista de Oliveira e Marcelo Ribeiro de Oliveira. Também foi preso, como integrante da quadrilha, o ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Wladmir Garcez.
Outro personagem que se mantém em silêncio, além do governador Marconi Perillo, é o secretário de Segurança Pública e Justiça de Goiás, João Furtano Neto. Na Operação Monte Carlo, foram fisgados seis delegados da Polícia Civil, 29 policiais militares e o próprio corregedor da Secretaria de Segurança.
A influência de Carlinhos Cachoeira no governo de Marconi Perillo também atingiria outra área vital: a Secretaria de Indústria e Comércio, onde trabalhariam seis parentes do bicheiro e do ex-presidente da Câmara Municipal. Sem ter como fugir do problema, o secretário Alexandre Baldy declarou ao jornal “O Popular” que considera Cachoeira um “bom amigo” e disse não saber o que “ele faz da vida”. Também flagrado, o coronel Sergio Katayama pediu desculpas à sociedade goiana e disse que há crimes mais sérios a reprimir do que a jogatina.
Antecedentes de Cachoeira
Carlos Cachoeira é talvez o mafioso mais audacioso do Brasil. No início do governo Lula, ele teve coragem de desafiar aquele que era tido como o “capitão do time”: o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu.
Cachoeira trabalhava pela liberação dos bingos e tentava pressionar o governo petista, que se mostrava favorável à causa. Só que quando um assessor de Dirceu foi procurá-lo, Cachoeira decidiu filmá-lo pedindo propina. Era Waldomiro Diniz, ex-subchefe da Casa Civil, que acaba de ser condenado a 12 anos de prisão. A fita foi distribuída nas redações pelo jornalista Mino Pedrosa. Como o caso teve destaque em todos os jornais, revistas e televisões do Brasil ainda em 2004, chega a ser piada o fato de um secretário de governo em Goiás declarar não saber o que Cachoeira fazia da sua vida.
Para quem não o conhece, Cachoeira é o Michael Corleone brasileiro.
E sua relações perigosas têm potencial para arruinar a carreira política de Marconi Perillo, que era tido por muitos tucanos como um presidenciável.
Fonte: 247