sexta-feira, 1 de março de 2013

Movimentos de Goiás cobram superintendente do INCRA


Movimentos apresentam balanço sobre a política agrária do governo e planejam ações conjuntas
Por Zelito Silva*
Movimentos reúnem-se com superintendente do INCRA-GO
Movimentos reúnem-se com superintendente do INCRA-GO
No último dia 20/02, quarta-feira o Fórum Estadual de Reforma Agrária e Justiça no Campo de Goiás reuniu-se com o superintendente do INCRA de Goiás, Jorge Tadeu, onde se realizou um balanço de sua gestão a frente ao INCRA no ano de 2012 e as metas para o ano de 2013.
Embora seja um gestor de carreira, bem intencionado e conhecedor da reforma agrária e aberto ao diálogo, o balanço apresentado foi pífio porque vem executando a política do governo, ou seja, a política da não-reforma agrária e, portanto, não podia dar em outra coisa se não um balanço negativo, apesar do esforço pessoal.
Foram assentadas apenas 102 famílias por desapropriação e 286 por retomadas de parcelas. O foco foi a regularização de parcelas vendidas em PA´s (Projetos de Assentamentos) que já tenham mais de dez anos, utilizando a Instrução Normativa do MDA/Incra  nº.71, onde o único critério é que comprador tenha perfil. Com isso abriu-se uma brecha para a regularização de lotes vendidos, aumentando a especulação para novas vendas e colocando os assentamentos de reforma agrária no mercado de terras.
As justificativas são muitas para o fraco desempenho na área de Obtenção de Terras: a greve de 120 dias dos servidores, além de outros problemas como ocupações, demora na liberação do orçamento, entraves  judiciários, ações do MPF (Ministério Público Federal), a burocracia  administrativa, etc. Mas o fator determinante é que a presidenta Dilma Rousseff  abandonou  o mínimo de  política para a reforma agrária que vinha sendo executada no Governo Lula. O governo Dilma é o pior governo depois de Collor de Mello neste quesito. O foco de seu governo é o agronegócio. Tem priorizando algumas ações na área do desenvolvimento que também não conseguiu avançar, embora tenha aumentado os recursos.
Os movimentos de Goiás foram unânimes nas críticas, fizeram um duro balanço com relação à política do Governo Dilma e também sugeriram mudanças administrativas com objetivo de  desburocratizar as ações da superintendência, bem como mudanças nas diretorias e equipe de gabinete.
O Superintendente se comprometeu a fazer mudanças e solicitar ao INCRA Nacional mais recursos para obtenção de terras e uma nova reunião com o Fórum ficou marcada para o dia 20 de março, após uma reunião nacional que as superintendências regionais irão realizar com MDA/INCRA- Nacional. Também foi acertado um calendário com mais três reuniões até o final do ano com intervalo máximo de 120 dias entre uma e outra.
Por fim os movimentos fizeram avaliação e planejamento de ações regionais e nacionais. Já está prevista para março a montagem de um acampamento permanente em Brasília com aproximadamente 500 pessoas para cobrar do governo a retomada da política de Reforma Agrária e em especial, novas obtenções de terras. Cada movimento deverá se organizar para mandar uma delegação e preparar ações regionais para cobrar os governos federais e estadual, em especial a aprovação da lei que regulamenta a política da agricultura familiar e efetivação da Empresa de  Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER).
*Zelito Silva é membro da Coordenação Nacional do Terra Livre – movimento popular do campo e da cidade.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Grande encontro em Goiânia une forças empenhadas em combater “novos modelos de gestão” contrários aos princípios SUS.


Dia - 9 de março de 2013
Local – Goiânia Goiás
Endereço - Sindsaúde - Rua 26 S/Nº Bairro Santo Antônio
Horário: das 8hs as17hs
Objetivo: Unificar forças contra Privatização do Sistema Único de Saúde (SUS).
Telefones de contato: Sindsaúde 62-3231-0307
Ivanilde (vivo) 62-96369779 (TIM) 62-8115-3717
Viviane – OI 62 -8414-8887
Oportunidade: união de forças politicas nacionais, entre militantes da Frente Nacional Contra a Privatização, o Comitê Nacional pela Revogação da Lei das Organizações Sociais e o Fórum Goiano de Luta Contra a Privatização.
01-    A Frente Nacional Contra a Privatização liderada por um importante grupo de resistência do estado do Rio de Janeiro, que se opõe à implantação dos “novos modelos de gestão” no SUS – Organizações Sociais (OSs), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), Fundações Estatais de Direito Privado e Empresa Brasileira de Serviços Públicos Hospitalares-EBSERH (Projeto de Lei 1749/2011) http://www.contraprivatizacao.com.br
02-    O Comitê Nacional pela Revogação da Lei das Organizações Sociais, movimento também de abrangência nacional agrega diversos estado por meio de organizações sindicais, parlamentares de partidos políticos, movimentos sociais e representantes do controle social que deliberam formas de unir nacionalmente as lutas, construir uma agenda comum  fortalecendo também as ações locais de cada estado e o debate político. http://organizacaosocialnao.blogspot.com.br

02-             O Fórum Goiano de Luta Contra a Privatização, de abrangência estadual mobiliza movimentos populares, sindicais e estudantil;  conselhos de classe e de controle social; parlamentares, partidos políticos; Instituições de Ensino; ONGs entre outros movimentos sócias. Organiza a discussão local potencializando a unificação das ações de enfrentamento das terceirizações na saúde pública do Estado de Goiás.

Na oportunidade propomos realizar um debate sobre a situação das terceirizações da saúde em todo Brasil com encaminhamentos de enfrentamento da situações com diversas formas de luta em defesa da saúde 100% pública.

Proposta de Programação:

8hs - Café com conversa – troca de experiências

9hs – Informes e contextualização local e nacional

11hs – deliberações

12:30 - Almoço

14hs - Reunião dos Comitês Executivos e encaminhamentos das ações deliberadas

17hs - Até o próximo encontro.

Sindsaúde Goiânia Goiás - Rua 26 S/Nº Bairro Santo Antônio das 8hs as17hs –

INSCRIÇÃO PARA O ALOJAMENTO

*Reserva do Alojamento: Falar com Rosa – Secretaria do Sindsaúde
 -Telefone 62-3231-0307  ou por e-mail sindsaude@sindsaude.com.br com copia para iv_batista@yahoo.com.br
 
Nome
Instituição
Estado
Telefone
Chegada
 
 
 
 
 
Data:
Hora:
*Solicitar para trazer roupa de cama - (2) lenções (1)  fronha, toalha de banho bem como acessório de higiene pessoal.
 
Ivanilde V. Batista
(62) 9636 9779
Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante!
 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Edital para contratação de educadores populares, em território Nacional.


Este é o edital de educadores/as.

Este é o edital das entidades.


1. O prazo final para envio de propostas e currículos é dia 25 de fevereiro. Após esta data não serão mais recebidos currículos ou propostas.

2. Os currículos com os devidos comprovantes devem ser enviados para o e-mail constante no edital (recideditais@camp.org.br). Após dia 25 de fevereiro todos os currículos serão enviados às comissões de pré-seleção estaduais, nos e-mails previamente informados.

Maiores informações: Recid-GO.

dom tomaz 90 anos depois

Nossos mais profundos sentimentos pelo falecimento do Companheiro Deusdete

A Rede de Educação Cidadã de Goiás e com certeza todos os movimentos populares, sentem profundamente a morte do companheiro Deusdete, grande militante das causas populares que no ultimo período estava dando sua importante contribuição no movimento de Economia Solidaria em Goiás, junto a ECOCUT. Também sempre presente nas reuniões ampliadas, encontros e oficinas de formação da RECID-GO. 
Nos somamos a todos que sentem profundamente a perda de tão valoroso militante, bem como nos solidarizamos com toda a sua família. Descanse em paz velho amigo, levaremos adiante tua luta que é a de todos nós.

Pedro Ferreira
Da Secretaria da RECID-GO

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

5ª Semana Social Brasileira - Juventude

MANIFESTO DOS JOVENS DA ÁUSTRIA SOBRE A CAJU


Prezados senhores, Viena, 14.02.2013

Faz algumas semanas que nós, amigos e amigas da CAJU e participantes dos intercâmbios da DKA-Austria com a CAJU aqui em Viena e toda na Austria, começamos a receber notícias preocupantes de nossos conhecidos/conhecidas e amigos/amigas na CAJU. Foram demitidos muitas das pessoas as quais conhecemos e começamos de gostar e valorizar através de nossas visitas na CAJU. Ao mesmo tempo, projetos que nos inspiraram na nossa visita e depois, no nosso trabalho aqui na Áustria foram terminados. 

Queremos, por meio dessa carta, expressar a nossa preocupação com esses desenvolvimentos.

Conhecemos a CAJU como uma casa aberta e com uma equipe realmente comprometido com todas as pessoas que passavam pela casa, com as lutas das pessoas associadas à casa, e com a
sociedade e as contradições em si. Conhecemos a CAJU como uma casa onde uma metodologia foi aplicada que conseguiu integrar as dimensões espirituais, políticas, e pessoais de uma forma tão humana, e, ao mesmo provocador e consoladora. Conhecemos a CAJU como uma casa que enfrentou os poderosos e não se calou ao ver as injustiças acontecendo nesse mundo. Conhecemos a CAJU como uma casa que não teve medo de mostrar para nos, visitantes de fora, o Brasil bonito, festivo, e alegre e ao mesmo tempo indicar com muita clareza as injustiças acontecendo nesse mesmo país. Conhecemos a CAJU como uma casa onde todo mundo foi muito bem recebida, independente de sexo, cor, sexualidade ou nacionalidade. Sempre foi visível que a equipe da CAJU tentou fomentar e integrar essa diversidade. Esse fato também ficou muito claro na escolha das pessoas que foram mandado para Áustria através dos intercâmbios da CAJU com a DKA. Conhecemos a CAJU como uma casa de juventude, da juventude e para a juventude. Onde as preocupações, as dificuldades, as alegrias, e o jeito da juventude foram tomadas a sério. Foi impressionante ver como a CAJU conseguiu trabalhar com a juventude e criar uma rede de muitas pessoas que se envolviam na igreja e nas lutas sócias. 

O fato que muitos dos projetos progressivos (pós-juventude, escola de formação de lideranças, escola de educadores de jovens, Oficinas de formação em juventude e cidadania e de econômica solidária, pré-universitário) que representam a base da cooperação boa entre
a CAJU e a DKA agora vão ser terminados nos preocupa. Temos que os grandes avanços nessas áreas vão ser suspendidos no atual processo de reestruturação. Por isso estamos preocupados que, com as mudanças recentemente promovidas na CAJU, essa CAJU poderia mudar de cara, poderia perder essa grande capacidade de mostrar e mudar esse nosso mundo. Estamos preocupados porque foi essa equipe da CAJU que nos recebeu, nos deu a oportunidade de conhecer o Brasil e fez que a CAJU ficasse a nossa casa, onde, cada vez que voltamos, nos sentimos em casa. E estamos muito preocupados que um lugar,
onde um outro mundo não só foi possível, mas realmente existiu, fosse fechado.

Com lembranças desde Austria,
Andrea Auer
Barbara Karner
Christine Föger
Christoph Watz
Fabian Pollesböck
Franz Helm
Franz und Anna Karner
Gerald Faschingeder
Johannes Kemetter
Johannes Schmidt
Kathrin Wexberg
Magdalena Jetschgo
Mareike Sornek 
Marisa Krenn
Markus und Angelika Pröstler-Feichtinger
Markus und Astrid Hafner-Auinger
Michael Krummer
Nikolaus Pesl
Rita Hackl
Silvia Richtarz
Stefan Lumplecker
Elisabeth Matejka-Lumplecker
Stefan Schweinschwaller
Stefan Ulz
Ulla Ebner
Ute Mayrhofer
Vivian Andréa