quarta-feira, 20 de março de 2013

Audiência pública sobre a UEG na Assembléia Legislativa em Goiânia, dia 26/03 às 8:30h!


 
 
 
 
Audiência pública na Assembléia Legislativa em Goiânia, dia 26/03 às 8:30h!


 
 
 
 
O DCE-UEG “Levado a sério” esteve presente na Assembleia Geral do dia 07/03/13, realizada na UnU-ESEFEGO em Goiânia. Contamos com a participação de estudantes e professores representantes de 11 Unidades Universitárias: ESEFFEGO, UnU-Laranjeiras, UnU- Aparecida de Goiânia, UnUCSEH, UnUCET, UnU-Porangatu, UnU-Inhumas, UnU-Jussara, UnU-Goiás, UnU-Itapuranga e UnU-Morrinhos.

A Assembleia entendeu que unificar pautas entre estudantes, professores e técnicos administrativos seria fundamental para conquistas coletivas e fortalecimento do movimento.

Deliberou-se em Assembleia a formação de duas comissões: Comissão de Mobilização e a Comissão de Negociação. A Comissão de Mobilização ficou responsável por organizar e planejar nosso grande ato de Aniversário da UEG, dia 16/04. Já a Comissão de Negociação deu seu primeiro passo ao marcar uma Audiência com a Comissão de Educação e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, para discutir os problemas que ocorrem na UEG, com um possível encaminhamento de CPI para investigação das irregularidades. 
curtum nossa página: DCE-UEG Gestão Levado a Sério!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Goiânia também grita - Feliciano NÃO!


Ato de repúdio à indicação e nomeação do Deputado e Pastor Marco Feliciano (PSC) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara Federal.



Ato de Repúdio à indicação e nomeação do Deputado e Pastor Marco Feliciano (Partido Social Cristão) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara Federal, à realizar-se no dia 20 de março de 2013, a partir das 09h.

Cronograma:
09h - Concentração - Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, situada à Alameda dos Buritis, 231, Setor Oeste - Goiânia - Goiás (Próximo ao Parque dos Buritis)
09h30min - Passeata rumo ao Diretório Estadual do PSC, situado à Rua 88, esquina com a rua 119, Setor Sul - Goiânia/Goiás.

Estamos indignados com a controversa nomeação de um fundamentalista religioso presidindo uma Comissão que deve levar como lema e interesses únicos: a pessoa, o ser humano; indiferente de cor, credo, classe social, econômica, identidade de gênero, orientação sexual e tudo que diz respeito aos direitos humanos. 

Portanto, você que se sente indignadx/agredidx pela contradição parlamentar em questão, junte-se a nós no próximo dia 20 de Março de 2013, no ato contra sujeitos fundamentalistas que fazem do Estado que nos "representa" arma contra a cidadania e integridade humanas. 

"Como pode presidir uma Comissão de Direitos Humanos e Minorias um deputado que disse que o problema da África negra é "espiritual" porque "os africanos descendem de um ancestral amaldiçoado por Noé", revivendo uma interpretação distorcida e racista da Bíblia, que já foi usada no passado para justificar a escravidão dos negros?
Como pode presidir uma Comissão de Direitos Humanos e minorias um deputado que se referiu à AIDS como "o câncer gay"? Um deputado que defende um projeto de lei para obrigar o Conselho Federal de Psicologia a aceitar supostas "terapias de reversão da homossexualidade" anticientíficas e baseadas em preconceitos? Um deputado que quer criminalizar o povo de terreiro e enviar pais e mães de santo à cadeia por rituais religiosos que estão presentes nos mesmos capítulos da Bíblia que ele usa para injuriar os homossexuais? Ele lê a Bíblia com um olho só. Um deputado que apresentou um projeto para anular diversas (boas) decisões do Supremo Tribunal Federal, entre elas a sentença que reconhece as uniões entre casais de mesmo gênero (sexo) como entidades familiares." Jean Willys.

Observações: Confeccione seu cartaz/faixa em casa, ou articule uma oficina de cartazes/faixas que repudiem o indecoro parlamentar em questão. 

Lembre-se: Se tu se omites em questões como tal, de forma indireta tu estás consentindo e legitimando tais barbáries e contradições que estão sendo impostas pelo Estado. 
Não se omita, não se cale. Grite por dignidade, grite por respeito, por liberdade.

Juntos! Contra sujeitos impertinentes! Buscando por respeito e direitos! 

Apoio:

VOCÊ (que está lendo, e irá participar do evento)

Atitude - Entidade de Direitos Humanos e Ação Social

Grupo DiverCidade

Ser-tão UFG
NDH-UFG
DCE-UFG

segunda-feira, 11 de março de 2013

Edital 2013 - Curso de Atualização Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais - MÓDULO 1


O Diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas-FAFICH/UFMG faz saber que estarão abertas as inscrições para seleção de candidatos para o preenchimento de 225 (duzentos e vinte e cinco) vagas para os Cursos de Atualização em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais, na modalidade de educação a distância, da Universidade Federal de Minas Gerais, no período de 06/03/2013 a 10/03/2013.

Atenciosamente,

Olga Rios
Divulguem nossa rede.
Para mandar mensagens:
saudetrabalhador@grupos.com.br
Para modificar sua conta : www.grupos.com.br/grupos/saudetrabalhador
  

sexta-feira, 8 de março de 2013

CONVITE


1º ENCONTRO ESTADUAL DA EDUCAÇÃO NAS PRISÕES


 “EDUCANDO PARA A LIBERDADE”

“Não há vida sem correção, sem retificação.” Paulo Freire

A Secretaria Estadual da Educação do Estado de Goiás (Núcleo de Educação a Distância) e Agência Goiana do Sistema de Execução Penal realizam o 1º Encontro Estadual de Formação de Educação nas Prisões entre os dias 25 de fevereiro a 01 de março de 2013, reúnem educadores, educadoras e agentes prisionais para discutirem a Educação nas Prisões. Hoje têm aproximadamente em Goiás 12.578 mil pessoas presas, onde 76% são jovens entre 18 a 28 anos e cerca de 9 mil são negros (Negros e Pardos declarados). A situação é complexa e desumana, todos (as) estão sendo jogados num ambiente dentro do sistema prisional fracassado como em todo Brasil. São 30 escolas da rede estadual e 3 da rede municipal que oferecem a educação nas Unidades Prisionais no Estado de Goiás  para 747 reeducandos (as) com o Ensino Fundamental e Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos - EJA. Porém apenas uma tem prédio próprio e as demais são adaptadas, não há bibliotecas, materiais pedagógicos/didáticos e recursos tecnológicos para auxiliar o educador (a) em sala de aula. Essas escolas estão buscando cumprir com o seu papel na implementação da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, da Resolução nº 3 de 11/03/2009 do CNPCP (Diretrizes Nacionais para a oferta de educação nos Estabelecimentos Penais), da Resolução nº 02, de 19 de maio de 2010 do Ministério da Educação, da Resolução nº 564, de 12 de novembro de 2010 do Conselho Estadual de Educação de Goiás.

Na síntese final da CONAE diz que a educação deve ser oferecida em toda diversidade sociocultural no Brasil, a Constituição Federal de 1988 já afirma que a educação é para todos e todas, nesse sentido, temos que construir currículos diferenciados as diversas realidades, como nas prisões, no campo, povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, entre outras realidades especificas.

Os ministérios deverão incentivar os estados na elaboração de Projetos Políticos Institucionais levando em conta o objetivo de cada regime (regime fechado, semiaberto egresso). Cada sujeito que cumpre a sua pena e recebe sua liberdade o estado deve acompanhar seu egresso na sociedade. Em Goiás apenas uma Unidade Prisional faz esse acompanhamento. De fato, de quem é a responsabilidade? Quem vai fazer esse acompanhamento? É importante que as escolas que já promove educação nas unidades prisionais possam garantir no seu Projeto Político Pedagógico a Educação de Jovens e Adultos nas prisões para os de regime fechado, semiabertos e egresso.

O Plano Estadual da Educação nas Prisões, elaborado a partir das experiências já existentes no estado, as concepções norteadoras da Educação no Sistema Prisional, Constituição Federal no seu art. 205, Lei de Execução Penal, Modalidade Educação de Jovens e Adultos como reparadora, equalizadora e qualificadora. Foram consultadas também para a elaboração do plano, autoridades públicas como o Conselho Estadual de Educação, Agência Goiana do Sistema de Execução Penal entre outras. O Plano está em análise pelo Ministério da Educação e Cultura e Ministério da Justiça em Brasília. É um documento que pode sofrer uma série de mudanças, devido ter uma população carcerária flutuante.

Tem como objetivo do Plano a execução de ações com órgãos federais, estaduais, municipais, e do Distrito Federal, com atribuições nas áreas de educação e de execução penal, bem como abranger metas e estratégias de formação educacional da população carcerária e dos profissionais envolvidos em sua implementação, contribuindo para a universalização da alfabetização e para a ampliação da oferta de educação no sistema prisional e com isso fortalecer a integração entre a Educação de Jovens e Adultos e a Educação Profissional e Tecnológica em tal sistema.

Não há garantia dos Direitos Humanos no Sistema de Execução Penal hoje no Brasil, embora seja dever do estado garantir os direitos dos sujeitos cárceres nas prisões. A cada três dias trabalhados menos um dia de pena, a cada três dias (12 horas) de estudos no ensino fundamental, médio, inclusive profissionalizante, superior ou requalificação profissional completando o período letivo menos um dia de pena e ou, se o sujeito trabalhar no turno diurno e estudar no turno noturno poderá acumular tendo dois dias de redução na pena e se o governo não oferecer trabalho aos sujeitos condenados a cada três dias menos um de pena pelo tempo ocioso na prisão, pois, é dever do estado criar espaços (infraestrutura) de trabalho remunerados aos sujeitos condenados no sistema de execução penal. O reeducando impossibilitado, por acidente, de prosseguir no trabalho ou nos estudos continuará a beneficiar-se com a remição. O tempo a remir em função das horas de estudo será acrescido de 1/3 (um terço) no caso de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena, desde que certificada pelo órgão competente do sistema de educação.

          Os direitos humanos são direitos fundamentais as pessoas, e os que estão nas cadeias (penitenciárias) apenas perde o direito de liberdade, mas, a dignidade, o respeito e os outros direitos institucionais inerentes aos seres humanos que não foram atingidos pela sentença não perde, deve ser garantida. Dentro do sistema prisional deve separar sim homens, mulheres, jovens, adultos, regime e tipo criminal (artigo do código penal) para que não torne uma faculdade do crime.

Segundo o sociólogo Alessandro Batata, “a melhor prisão é sem dúvida a que não existe”, pois entendo que qualquer tipo de prisão dessocializa o delituoso (a), mas o crime em si não dessocializa ninguém. É contraditório querermos ensinar alguém a viver em liberdade não estando em liberdade, é como ensinar uma criança a andar sem poder andar.

“Construam escolas para os meninos e meninas hoje, para não construí presídios para os homens e mulheres no futuro.”

Para garantir minimamente uma boa educação nas prisões, a escola deve construí um Projeto Político Pedagógico no contexto prisional que temos. Desafia-nos pensar num espaço educativo dentro do espaço prisional, como fazer educação diante de uma realidade sub humana das prisões? Como fazer dos carcereiros (as) em educadores e educadoras? Fazer educação um valor na prisão e transformar as relações entre todos (as) em relações pedagógicas é também um desafio que temos que discutir e sistematizar num projeto com ações que envolvam todos os seguimentos da Unidade Prisional Sistema de Execução Penal)  e da Unidade Escolar (Secretaria da Educação) garantindo formação aos carcereiros e carcereiras, educadores e educadoras para uma eficácia teórica e prática da finalidade do Projeto Educando para a Liberdade.

Para construí o PPP, a gestão deve envolver todos os seguimentos na articulação na analise da realidade priorizando a partir das necessidades ações pedagógicas viáveis para elaboração do plano e mobilizar aos órgãos competentes e toda sociedade organizada na implementação das politicas que garanta a educação nas prisões. A formação e valorização dos profissionais envolvidos na oferta da educação no sistema prisional são fundamentais para o projeto tenha resultados positivos tornando o espaço prisional em espaço educativo. O PPP deve ser orientado pelas políticas setoriais como a Educação, Trabalho, Saúde, Segurança Pública e Serviço Social.

Segundo Paulo Freire, não há como fazer uma pedagogia própria para educação nas prisões, nossa pedagogia deve atender as diversidades mediante ao um pluralismo sócio cultural na realidade contemporânea. Os pilares da educação nos orientam aprender a conhecer a realidade do aluno, aprender o que fazer diante da realidade, aprender a viver com os outros nos diversos cenários na realidade e aprender a ser. Na elaboração do projeto a equipe deve discutir sobre pra que serve o PPP e que tipo de pessoas o estado, a sociedade e a prisão querem formar? Quais recursos físicos, financeiros e humanos para a escola prisional? Como serão organizados os processos ensino-aprendizagem, monitoramento e avaliação do PPP? Observar o Plano Estadual de Educação, Plano Diretor do Sistema Penitenciário entre outros questionamentos que surgem a medida que avançamos desta diretriz na promoção educativa e humana para os privados de liberdade. Para superar as dificuldades de infraestrutura, acesso aos processos ensino-aprendizagem, recursos financeiros, recurso humano e sua formação, devemos sensibilizar e organizar a sociedade civil (instituições, ONG`s e movimentos sociais) para cobrar a responsabilidade do Governo em cumprir com a legislação na promoção de uma educação nas prisões com proficiência.

A Educação nas Prisões não deve ser igual para os que não tiveram a sua liberdade privada, é preciso pensar num plano de educação que atenda as necessidades dos reeducandos (as) como sujeitos homes e mulheres nesta modalidade de educação de jovens e adultos. O Colégio Estadual Professora Ricarda e Unidade Prisional de Campos Belos-Go participam do encontro contando um pouco da experiência com a Educação na Unidade  com o objetivo de potencializar tanto a experiência do Colégio Ricarda quanto das outras 35 escolas. Portanto, esperamos que este encontro possa sensibilizar toda sociedade organizada e o estado da urgência de um novo sistema prisional que garanta a “recuperação” dos sujeitos com liberdade privada através da educação nos diversos moldes.

 

Josivaldo Moreira de Carvalho

Gestor do Colégio Estadual Professora Ricarda

Extensão na Unidade Prisional de Campos Belos – Go

Poesia em homenagem ao dia internacional das Mulheres

Rosas, Alexandras e Marias

*Por Pedro Ferreira

Do que seria de nós
sem as Rosas, Alexandras e Marias,
Sempre nas linhas de frente,
nas lutas do dia a dia. 

As greves não seriam as mesmas,
as marchas e nem as ocupações,
A luta perderia o encanto,
não faríamos revoluções.

Exemplo mais acabado
de ternura e dureza.
Mulher que luta
é modelo de beleza.

Marias, Alexandras e Rosas
continuam a marchar,
Com elas na linha de frente,
a classe trabalhadora triunfará.

*Pedro Ferreira é militante do Bloco de Resistência Socialista. 

(Uma singela homenagem a todas as mulheres que lutam pela transformação dessa sociedade tão desigual)

Ocupações de terra, prédios públicos e marchas marcam Jornada das Mulheres


Da Página do MST
 
Desde o dia 4 de março, as mulheres camponesas realizam a Jornada de Luta das Mulheres da Via Campesina, quando acontece uma série de atividades em todo o Brasil que relembram o 8 de março.
 
Este ano, a jornada leva o lema “Mulheres Sem Terra na luta contra o capital e pela soberania dos povos”, e tem como objetivo denunciar o capital estrangeiro na agricultura por meio das empresas transnacionais, chamar a atenção da sociedade do modelo destrutivo do agronegócio ao meio ambiente, a ameaça à soberania alimentar e a vida da população brasileira.
 
Foram ocupadas terras, empresas de agrotóxicos, prédios públicos e realizadas marchas, atos públicos e trancamento de rodovias em diversos estados do Brasil, ao mobilizar até o momento mais de dez mil mulheres camponesas em todo o país.
 
As ações fazem enfrentamento contra o retrocesso das conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras do campo, em especial a Reforma Agrária.
 
PE
 
Nesta sexta-feira (8), cerca de 400 trabalhadoras rurais do MST e da Comissão Pastoral da Terra (CPT) ocuparam a Usina Maravilha, no município de Condado. A Usina Maravilha, pertencente ao Grupo Andrade Queiroz, um dos maiores concentradores de terras do estado. Sem operar desde a década de 1990, a usina cedia terras à Cruangi (cerca de 19 mil hectares) que administrava as duas propriedades.

A usina faliu e não pagou seus funcionários e fornecedores. As dívidas somam aproximadamente R$ 35 milhões. A mobilização tem o objetivo de fazer com que todas as terras das usinas Maravilha e Cruangi sejam desapropriadas para fins de Reforma Agrária.

MS
 
Na manhã desta sexta-feira, cerca de 600 mulheres da Via Campesina e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) trancaram a rodovia BR 264 no município de Nova Alvorada do Sul, em Mato Grosso do Sul,. As camponesas denunciam os milhares de hectares de monocultivo de cana na região e a grande quantidade de agrotóxicos utilizados pelas usinas, que contaminam o Aquífero Guarani.
 
SC

No município de Calmon, cerca de 300 mulheres do MST saíram em marcha nesta sexta-feira rumo à empresa Rigesa S/A, líder global em produção de embalagens, produtos para escritórios, químicos especiais e papel. 

A empresa Rigesa subsidiária da MeadWestvaco (empresa Norte Americana, sucessora da Lumber, empresa responsável pela expulsão e assassinato de milhares de caboclos na Guerra do Contestado), está instalada no Brasil há quase 70 anos com filiais localizadas em Manaus, uma perto de Salvador e Fortaleza, uma em São Paulo e outra em Santa Catarina do sul.

RS
 
Cerca de 700 mulheres da Via Campesina, Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) e Levante realizaram nesta sexta-feira (8) um ato de denúncia em uma das obras da Copa em Porto Alegre. 

As mulheres dos movimentos sociais se somam às moradoras da região para denunciar a violação de direitos humanos e sociais, marcada pelos despejos e remoções forçados das famílias, trazendo diversas consequências à população. 

Na quarta-feira (5), no município de Taquari (RS), 600 mulheres da Via Campesina ocuparam a empresa fabricante de agrotóxicos Milenia. A companhia faz parte do grupo israelense Makhteshim Agan, fabricante de agrotóxicos, sendo a maior unidade industrial localizada fora de Israel. 
 
Outras 400 mulheres ligadas ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Conselho Municipal da Mulher e Escola Família Agrícola realizaram uma marcha no centro da cidade de Santa Cruz do Sul, tendo como tema de denúncia a violência praticada contra as mulheres e a alimentação produzida com agrotóxicos.

SE


Mulheres do MST junto com o Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU) fazem uma marcha pela cidade de Aracaju, em Sergipe, nesta sexta-feira (8), no dia Internacional da Mulher para denunciar o agronegócio e pautar a Reforma Agrária e a Soberania dos povos

DF
 
Nesta quinta-feira (7), os cerca de mil Sem Terra que estão acampadas desde terça-feira no acampamento batizado de Hugo Chávez, em Brasília, ocuparam o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). As camponesas cobram a priorização da Reforma Agrária enquanto política agrícola para o país e denunciam o modelo do agronegócio, que segundo elas, utiliza-se de trabalho escravo, enormes quantidades de agrotóxicos, expulsa o trabalhador do campo e não produz alimentos para o povo brasileiro.
 
Ontem pela manhã, as camponesas marcharam junto com outros 50 mil trabalhadores e trabalhadoras de seis centrais sindicais no Distrito Federal, em que uma das principais pautas unitárias é a realização da Reforma Agrária. 
 
À tarde, as camponesas promoveram um ato na embaixada da Venezuela, em homenagem à memória do presidente Hugo Chávez e em solidariedade ao povo venezuelano.
 
TO
 
No município de Aliança (TO), cerca de 500 mulheres do MST ocuparam na manhã desta quinta-feira (7) a fazenda Aliança, de propriedade da ruralista Kátia Abreu (PSD-TO), para denunciar os passivos ambientais da área. A fazenda foi embargada em duas situações – 2011 e2012 – pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) de Tocantins por desmatamento e derrubamento de árvores e demais formas de vegetação natural em área considerada de preservação permanente.
 
As mulheres também interditaram a rodovia Belém – Brasília.
 
SP
 
No interior do estado de São Paulo, nesta quinta-feira, por volta de mil mulheres se mobilizaram para denunciar a paralisia da Reforma Agrária. Foram ocupadas duas fazendas (a Fazenda Nazareth, no município de Marabá Paulista e a Fazenda Martinópolis, ligada a Usina Nova União, em Ribeirão Preto) e as sedes da empresa de assistência técnica terceirizada IBS, nos municípios de Bauru e Iaras.

Na região de Itapeva, as camponesas realizaram uma manifestação contra o poder Judiciário e distribuição de alimentos produzidos nos assentamentos da região para a sociedade, no município de Itaporanga, e outras Sem Terra realizaram uma marcha pelo município de São José do Rio Preto, encerrando com ato político em frente ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
 
MG
 
Neste dia 7, as mulheres farão uma vigília em frente ao Tribunal de Justiça, na Av. Afonso Pena, a partir das 21h, em Belo Horizonte. O objetivo é exigir que seja marcada imediatamente a data do julgamento de Adriano Chafik, réu confesso, mandante e executor do Massacre de Felisburgo, episódio no qual cinco trabalhadores foram assassinados e outros 12 ficaram feridos, entre eles uma criança de 12 anos. 

Desde o dia 6 de março, 300 mulheres do MST encontram-se acampadas em frente à Assembléia Legislativa de Minas Gerais, realizando atividades formativas e manifestações que tem como principal objetivo debater a violência contra as mulheres do campo, denunciar os 36 despejos expedidos desde dezembro de 2012, e clamar por justiça para o Massacre de Felisburgo, que tem previsão para julgamento em abril.
 
MA
 
Em Imperatriz, cerca de 300 as mulheres organizadas pelo MST e a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Maranhão (FETAEMA) ocuparam nesta quarta-feira a sede regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
 
Mobilizadas desde terça-feira (5), as camponesas pressionam a realização de uma audiência para discutir a situação de terras da união ocupadas pelos trabalhadores.
 
BA
 
Na Bahia nesta terça-feira (5), mais de 400 mulheres do MST ocuparam a Fazenda Cultrosa, no município de Camamu, para denunciar a desigualdade social provocada pelos grandes latifúndios na região.
 
No município de Itaberaba, 1200 trabalhadoras e trabalhadores rurais, em sua maioria mulheres, ocuparam a sede regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para reivindicar a liberação imediata das cestas básicas que estão retidas no galpão da Companhia e exigirem a renegociação da dívida contraída por meio do Programa Compra Antecipada.
 
Já na segunda-feira, mais de 1.200 mulheres da Via Campesina ocuparam uma área da Veracel Celulose no município de Itabela (BA) e outras duzentas famílias ocuparam duas áreas da Suzano celulose no município de Teixeira de Freitas, para denunciar à sociedade a ofensiva do agronegócio e os impactos ambientais e sociais que essas empresas provocam na vida da população.
 
PA
 
Em Belém do Pará, começou nesta terça-feira o 2° Encontro das Mulheres do Campo e da Cidade, onde mais de 300 trabalhadoras participam do evento, que será realizado na Escola Estadual Augusto Meira até o dia 8 de março.
 
ES
 
No Espírito Santo, por volta de 300 trabalhadoras e trabalhadores rurais realizaram uma marcha pelas ruas município de Ponto Belo e seguiram em fileira até a cidade vizinho de Mucurici.
 
MT
 
Cerca de 150 camponesas do MST fizeram uma marcha pelas ruas de Cuiabá na segunda-feira. A marcha partiu da Igreja Sagrada Família, no bairro Carumbé, até o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde as camponesas acamparam.
 
Durante a semana, as mulheres Sem Terra farão marchas, protestos e outras atividades políticas e culturais na região.
 

A Humanidade Agradecida, poema de Ademar Bogo em homenagem a Chávez



Confira a poesia escrita pelo militante do MST Ademar Bogo, em homenagem a Hugo Chávez:

Uma breve pausa e seguimos;
Que a revolução bolivariana não descansa
Se ela despertou-nos a esperança
Também nos manterá em movimento.

Com duros golpes e enfrentamentos
Forjou o povo o destino e a consciência
Com seu líder, passo a passo e com paciência
Criou o socialismo à sua maneira;

Se hoje chora a cordilheira
É porque muito já foi feito;
Na história, sabe o povo que para ter respeito
Precisa impor a própria autoridade,
Fazer com ela um sonho de liberdade
E cultivar a confiança dia após dia;

Mas se a morte nos rouba alegria;
A esperança alenta os corações,
De que a herança das futuras gerações
Planta-se com as mãos do próprio povo;
Se não faz bem, desmancha e faz de novo

Mas os plantios nunca negam suas colheitas
E em cada ciclo de experiências feitas
Reproduzem as sementes do futuro:
Elas germinam com o escuro
E crescem com a claridade;
Crescidas distribuem a autoridade
Porque a autoridade por elas foi criada
E pode ser agora partilhada
Desde a Cordilheira até o Mar.

Vai, comandante descansar!
A tua parte heroicamente foi cumprida
A humanidade se sente agradecida
Por tê-lo tido como companheiro;
Serás lembrado no futuro o tempo inteiro
Pela sua enérgica teimosia;

Se com  as lágrimas tecemos a homenagem
Te garantimos que não nos faltará coragem
De seguirmos constuindo a utopia.

Vai comandante a teu descanso!
Cultivaremos cada passo, cada avanço...
Com toda força da Via Campesina.
De teus exemplos, seremos seguidores:
Nunca servir aos impérios e aos senhores
E libertar toda a América Latina.

Se com Bolívar aprendestes a lutar
Contigo aprendemos a sonhar
E a construir nossa dignidade.
Vivo estarás em cada reação
Nos sentiremos levados pela mão
Para voar contigo nas asas da liberdade.


Ademar Bogo

segunda-feira, 4 de março de 2013

A UEG que vemos Vs A UEG que queremos


“Ensinar exige compreender
que a educação é forma de
intervenção no mundo”.
Paulo Freire

A Universidade Estadual de Goiás passou um processo de interiorização que foi fundamental para democratizar o acesso ao ensino superior para pessoas que, talvez de outra forma,jamais teriam alcançado o nível superior. Além disso, a instituição ainda conta com dois mestrados a área das Ciências Humanas e dois em Ciências Exatas, um DINTER (Doutorado Inter Institucional) em parceria com a UFF (Universidade Federal Fluminense). Nós, da UEG, contamos com doutores, mestres e pós-graduandos que realmente acreditam nessa universidade e que buscam ampliar em termos qualitativos o ensino, a pesquisa e a extensão. Muitos dos alunos formados na UEG são bem sucedidos na aprovação em mestrados em diversas universidades federais pelo Brasil. Em suma: a UEG apresenta uma grande potencialidade para se tornar referência no que se refere ao ensino superior tanto em Goiás quanto no Brasil.
Entretanto, o ano de 2013 não começa muito bem. O Ministério Publico exige a realização de concurso públicos para funcionários administrativos e professores, uma vez que a universidade conta com menos de 40% de quadro de profissionais efetivos.
Os problemas são muitos: a Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas  de Anápolis (UnUCET), até o momento,ainda não conta com o restaurante universitário prometido para o final do primeiro semestre de 2012 e ainda está, até mesmo, sem lanchonete. Já a Unidade de Ciências Sócio Econômicas e Humanas, também localizada em Anápolis, recebeu ordem do MP para realizar a interdição dos seus prédios e o remanejamento imediato dos alunos para um local sem risco de desabamento, em decorrência da idade e infraestrutura atual do imóvel. NaUnidade Universitária de Itumbiara, o curso de Farmácia conta com estudantes que já cursaram metade da graduação sem ter  1/3 das aulas, por falta de laboratórios e equipamentos.
Os problemas não param por aí: podemos colocar aqui o relatório das unidades que estão com deficit de professores, sem biblioteca e outros problemas. Em algumas unidades universitárias, o ano começa sem luz, sem internet. Em outras sem professores e até sem água. Em todas, sem esperança.
Enquanto o atual Governador Marconi Perillo “passeia” pelo estado prometendo abrir ainda mais unidades, o circo pega fogo! Os bens de dois dos três únicos reitores que a UEG já teve – José Izecias e Luís Arantes – foram bloqueados por corrupção e desvio de verba. Se isso não bastasse, agora o concurso da PM e Civil, realizados pelo Núcleo de Seleção da UEG, são cancelados por suspeitas de fraldes no gabarito das provas, onde a diretora Eliana Nogueira é indicação do Governador.
Para aqueles que pensavam que nós da UEG estávamos “por cima” por não constar o nome da universidade na listagem de cursos fechados pelo MEC, se enganaram e muito... Inclusive o próprio MEC deveria se ater mais ao caso da UEG e de outras universidades estaduais não somente ao das Federais, exigindo junto ao governo um mínino de seriedade para com a UEG.
Nota-se que a organização dos pares para modificação dos quadros já começou. Os professores se mobilizaram em busca de mínimas condições de trabalho, reajuste salarial, ampliação do Regime de Dedicação Exclusiva (D.E.), revisão do Plano de Cargos e Salários, concurso, etc.  Observa-se a grande perdade professores para as federais e demais estaduais, por estas oferecerem melhor estrutura de trabalho e valorização profissional.
Em busca por melhorias, os estudantes da UEG estão construindo assembleias nas unidades, tendo em vista que a política voltada aos estudantes é extremamente deficitária. A falta de assistência estudantil é tamanha que impossibilita até a presença dos representantes dos alunos ao Conselho Superior Universitário, por não haver suporte por parte da instituição com os mesmos.
Nós, alunos da UEG, sempre tivemos uma atitude combativa: ocupamos rodovias federais, reitoria e as ruas de Goiânia e Anápolis para que nossos gritos fossem ouvidos. E agora, mais do que nunca, é precisoocupar as ruas e fazer o Governo de Goiás notar que sem estrutura não existe universidade. Se não querem nos dar uma educação de qualidade, não os deixaremos em paz!
E é por isso que gritamos: Quem disse acabou? Quem disse que sumiu? Aqui está presente o movimento estudantil!
As principais pautas o Movimento Estudantil:
1. Política de assistência estudantil.
Bolsa Permanência;
Casa dos Estudantes e restaurante universitário as unidades que necessitam;
Paridade nos votos em todas a instâncias entre professores, estudantes e funcionários;
Meia passagem intermunicipal e passe livre municipal para os estudantes;
 Ampliação e aumento do valor das bolsas PBIC oferecidas pela UEG;
Transporte para estudantes em eventos acadêmicos e aulas de campo;
Reativação das lanchonete nas unidades que estão sem, com preço acessível;
Transporte para os estudantes do M.E. fazer intercâmbio entre as unidades;
Atividades de integração entre as unidades;
Atualização do Acervo bibliográfico;
Construção e atualização dos Laboratórios;
Diminuição do valor das multas da Biblioteca;
Apoio Pedagógico;

2.Aumento do financiamento público de 2% para  5% da receita fiscal do estado para a UEG.
3. Fim da cobrança de qualquer mensalidade pelos cursos oferecidos pela UEG e rompimento dos contratos com as fundações privadas que gerem as finanças desses cursos

Jefferson Acevedo- Presidente DCE- UEG/ Gestão Levado a Sério 2012-2014

Convite


Mulheres camponesas: sem feminismo, não há socialismo!



Link:http://www.mst.org.br/content/sem-feminismo-n%C3%A3o-h%C3%A1-socialismo

Carmen Foro: "Falta vontade política do governo para fazer Reforma Agrária"


*Por William Amuvp Pedreira
Da Página da CUT


No período em que completa 50 anos de grandes lutas, enfrentamentos e conquistas, a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) realiza seu 11º Congresso Nacional tendo como tema ‘Fortalecendo o Movimento Sindical para melhorar a qualidade de vida no Campo’.
Nesta segunda (04/3) já começam os trabalhos, que seguem até o dia 8 de março. São esperados mais de 2.400 trabalhadores e trabalhadoras rurais de todas as regiões do País no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, local que sediará o Congresso.
Refletir sobre a conjuntura de vida e trabalho dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, debater as dificuldades para avançar em políticas voltadas ao campo, potencializar a organização sindical e buscar estratégias de enfrentamento ao agronegócio são questões inseridas na agenda do Congresso, mas no centro do debate estará a paralisia da reforma agrária no Brasil.
Há uma clara insatisfação das entidades representativas dos trabalhadores e trabalhadoras rurais com o governo federal que tem priorizado o agronegócio e os grandes latifundiários em detrimento dos agricultores familiares, responsáveis por mais de 70% dos alimentos que chegam à mesa do povo brasileiro.
De acordo com Carmen Foro, vice-presidente da CUT e representante CUTista na Contag, o Congresso será um momento de grande importância para o conjunto da categoria, onde poderão expressar sua visão e tencionar como governo tem tratado a questão da reforma agrária. 
“Passamos por um momento extremamente difícil. Fazer reforma agrária significa mexer com os poderosos neste país. E portanto, é preciso que haja uma vontade política de realizar. Mas o governo, desde o ex-presidente Lula, não teve disposição de fazer este enfrentamento, porque distribuir terra significa tirar dos que têm muito para dividir com aqueles que não têm nada”, destacou.
Como parâmetro das dificuldades, o governo Dilma registrou o pior desempenho em relação às desapropriações de terra e execução da reforma agrária, segundo informações do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Diante deste cenário, a luta por uma reforma agrária ampla e democrática se traduziu em uma das principais reivindicações da Marcha das Centrais que acontece na próxima quarta (6), em Brasília. “O caminho é a mobilização e pressão, como sempre fizemos, lutando por um novo modelo de desenvolvimento que garanta a democratização da terra e a soberania alimentar do país”, enfatizou Carmen.
Contag protagonista – uma história de enfrentamento à ditadura militar, na luta pela redemocratização do país e com uma participação ampla na organização e fundação da CUT. 
A Contag, fundada em 22 de dezembro de 1963, contempla hoje 27 Federações de Trabalhadores na Agricultura e mais de quatro mil Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs), entidades que compõe o Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR). Vagner Freitas, presidente da CUT, ressalta que toda essa amplitude só foi possível graças ao poder de organização e luta dos trabalhadores e trabalhadoras rurais.
“A Contag é uma das principais e mais representativas entidades da classe trabalhadora. São 50 anos de história consagrada na defesa permanente dos direitos dos trabalhadores do campo. 
A CUT teve uma participação importante e significativa na organização da entidade. Sua executiva é composta de dirigentes CUTistas. Hoje, temos uma grande quantidade de Sindicatos dos Trabalhadores Rurais filiado à Central e permaneceremos juntos na organização da luta e representação dos trabalhadores e trabalhadoras rurais”, sublinhou Vagner. O presidente da CUT estará presente no Congresso representando a Executiva Nacional da Central.

sexta-feira, 1 de março de 2013

ENCONTRO DE PLANEJAMENTO 2013




Tema: “Tecendo sonhos e saberes, construindo lutas e resistência.”

Aos movimentos populares e demais organizações da classe trabalhadora goiana,

Dando continuidade ao processo de mobilização, articulação, formação e luta pela construção do projeto popular para Goiás e para o Brasil e sendo fiel a nossa metodologia de construção coletiva dos processos desencadeados pela rede de educação cidadã de Goiás. 

Convidamos  a todos (as) para participarem do encontro de planejamento de 2013 da RECID-GO com o tema: “Tecendo sonhos e saberes, construindo lutas e resistência.” Para definirmos as opções no campo político, pedagógico, organizativo e de sustentabilidade  e coletivamente operacionalizá-las para fortalecermos o trabalho de base e a luta popular em Goiás.

O encontro de planejamento da RECID-GO 2013 será realizado nos dias 16 e 17 de Março, das 08h00 às 18h00, no Centro Cultural Caravídeo – Goiânia – Goiás, cada organização deverá indicar dois representantes para participar integralmente. 

Todas as atividades realizadas pela RECID-GO a inscrição, alimentação e hospedagem são gratuitas, no entanto pedimos que as inscrições sejam feitas com antecedência para que nos organizemos, através do e-mail: talhergoias10@gmail.com ou pelo telefone: (62) 3203-5322. Maiores informações acessem o nosso blog: http://recid-go.blogspot.com.br/, o face: http://www.facebook.com/recid.go?fref=ts e site: www.recid.org.br.

É fundamental a presença de todas e todos para que possamos continuar  a construção do nosso projeto popular que passa fundamentalmente pela formação política e pedagógica, organização e luta. Nesse aspecto compreendemos a educação popular crítica como uma opção política no processo de transformação dessa realidade que a cada dia tem se tornado mais cruel para a classe trabalhadora .

Abraços fraternos,

  SECRETARIA DA REDE DE EDUCAÇÃO CIDADÃ DE GOIÁS

Movimentos de Goiás cobram superintendente do INCRA


Movimentos apresentam balanço sobre a política agrária do governo e planejam ações conjuntas
Por Zelito Silva*
Movimentos reúnem-se com superintendente do INCRA-GO
Movimentos reúnem-se com superintendente do INCRA-GO
No último dia 20/02, quarta-feira o Fórum Estadual de Reforma Agrária e Justiça no Campo de Goiás reuniu-se com o superintendente do INCRA de Goiás, Jorge Tadeu, onde se realizou um balanço de sua gestão a frente ao INCRA no ano de 2012 e as metas para o ano de 2013.
Embora seja um gestor de carreira, bem intencionado e conhecedor da reforma agrária e aberto ao diálogo, o balanço apresentado foi pífio porque vem executando a política do governo, ou seja, a política da não-reforma agrária e, portanto, não podia dar em outra coisa se não um balanço negativo, apesar do esforço pessoal.
Foram assentadas apenas 102 famílias por desapropriação e 286 por retomadas de parcelas. O foco foi a regularização de parcelas vendidas em PA´s (Projetos de Assentamentos) que já tenham mais de dez anos, utilizando a Instrução Normativa do MDA/Incra  nº.71, onde o único critério é que comprador tenha perfil. Com isso abriu-se uma brecha para a regularização de lotes vendidos, aumentando a especulação para novas vendas e colocando os assentamentos de reforma agrária no mercado de terras.
As justificativas são muitas para o fraco desempenho na área de Obtenção de Terras: a greve de 120 dias dos servidores, além de outros problemas como ocupações, demora na liberação do orçamento, entraves  judiciários, ações do MPF (Ministério Público Federal), a burocracia  administrativa, etc. Mas o fator determinante é que a presidenta Dilma Rousseff  abandonou  o mínimo de  política para a reforma agrária que vinha sendo executada no Governo Lula. O governo Dilma é o pior governo depois de Collor de Mello neste quesito. O foco de seu governo é o agronegócio. Tem priorizando algumas ações na área do desenvolvimento que também não conseguiu avançar, embora tenha aumentado os recursos.
Os movimentos de Goiás foram unânimes nas críticas, fizeram um duro balanço com relação à política do Governo Dilma e também sugeriram mudanças administrativas com objetivo de  desburocratizar as ações da superintendência, bem como mudanças nas diretorias e equipe de gabinete.
O Superintendente se comprometeu a fazer mudanças e solicitar ao INCRA Nacional mais recursos para obtenção de terras e uma nova reunião com o Fórum ficou marcada para o dia 20 de março, após uma reunião nacional que as superintendências regionais irão realizar com MDA/INCRA- Nacional. Também foi acertado um calendário com mais três reuniões até o final do ano com intervalo máximo de 120 dias entre uma e outra.
Por fim os movimentos fizeram avaliação e planejamento de ações regionais e nacionais. Já está prevista para março a montagem de um acampamento permanente em Brasília com aproximadamente 500 pessoas para cobrar do governo a retomada da política de Reforma Agrária e em especial, novas obtenções de terras. Cada movimento deverá se organizar para mandar uma delegação e preparar ações regionais para cobrar os governos federais e estadual, em especial a aprovação da lei que regulamenta a política da agricultura familiar e efetivação da Empresa de  Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER).
*Zelito Silva é membro da Coordenação Nacional do Terra Livre – movimento popular do campo e da cidade.